Falou-se muito de superlotação no Complexo Pediátrico Arlinda Marques, mas quem falou esqueceu de dizer que isso está acontecendo por culpa do prefeito Luciano Cartaxo.

Explico: O Arlinda Marques foi criado para atender pacientes necessitados de cirurgias de média e alta complexidade.

Os serviços menos urgentes, como nebulização em crianças, crianças com febre e tosse necessitando de uma intervenção imediata, seriam prestados pelos serviços de pediatria dos hospitais de Mangabeira e Valentina, pertencentes ao município.

Mas o prefeito Luciano Cartaxo fechou os serviços de pediatria dos Hospitais de Mangabeira e do Valentina, forçando o povo carente da Capital a se socorrer do Arlinda Marques.

Daí a superlotação, já que o Arlinda se viu forçado a cuidar dos doentes graves e dos desprezados pelo prefeito de João Pessoa.

Convém lembrar que o Ministério da Saúde envia dinheiro para a Prefeitura. A saúde é municipalizada. Porém a Prefeitura, ao que parece, não dá muita importância às crianças.

O serviço de pediatria do Hospital de Mangabeira foi fechado por Luciano Cartaxo em 2014, informa aqui do lado, no zap, a ex-secretária de saúde do Municipio, Roseana Meira.

Esse serviço existia desde a primeira gestão do então prefeito Ricardo Coutinho. No goveno de Luciano Agra foi feita uma ampliação no setor de pediatria, com direito a inauguração festiva. A ala foi batizada com o nome de Rebeca, aquela garotinha estuprada e assassinada pelo padrasto.

O prefeito fechou primeiro Mangabeira e concentrou o atendimento pediátrico no Hospital do Valentina, também construído pelo prefeito Ricardo Coutinho. Depois fechou o Valentina e as crianças tiveram que ser levadas para o Arlinda Marques, que já se desdobrava para cuidar daqueles que, gravemente enfermos, careciam de intervenções cirúrgicas de urgência e de alta complexidade.

As UPAS e PSFS da Prefeitura não atendem crianças. O Hospital do Valentina, reformado anos atrás para atender a população pediátrica da Capital também não faz isso. O município de João Pessoa possui 194 equipes de saúde da família, o que corresponde a 90 por cento de cobertura populacional, mas na hora de dar atenção aos pequeninos, manda tudo para o Arlinda Marques.

O Arlinda Marques realizou, no mês de março, 4.500 atendimentos de urgência, 60% destes fora do perfil. Esses 60 por cento seriam obrigação do Hospital do Valentina, que recebe aporte financeiro do Governo Federal para este fim.

O prefeito precisa se explicar.

 




Comentários realizados

  • 04/05/2017 às 13:13

    Olavo Hoston

    Pois é Tião, esse abandono da PMJP também atinge serviços como o de Cirurgia Buco-Maxilo-Facil. O fechamento do serviço em 2013 superlotou o Traumão, a ponto do Estado abrir outro serviço no HTOP. Lá no Trauminha não se opera mais nada de Buco-Maxilo-Facial. Outro serviço que fechou as portas lá, foi o atendimento a pacientes especiais. Os pais estão entregues a própria sorte e sem local no município para esse atendimento.

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