Na maioria das vezes um gesto, um sorriso, uma cara choro ou um olhar são mais eloquentes do que qualquer palavra.

E aquele olhar...

Nele a gente nota o quanto de admiração contida quem olha guarda do ídolo dentro do peito.
-Será que um dia serei ele?-, pensa, sem conseguir esconder o desconforto.

Um quer ser o outro, mas não consegue.Falta-lhe coragem para enfrentar as guerras. Sobra-lhe medo para ser transparente.

O jeito é olhar,decorar, tentar copiar e, com muito esforço, fazer o povo acreditar que o um é o outro quando estava começando.

Só que os exemplos ao longo da caminhada já os distinguem.

O que quer copiar tem se mostrado fraco, tem tomado posições dúbias, trocou de amigos para ganhar votos, abandonou quem o fez gente para se dar bem, não consegue, por não ter força, destemor e decisão, enfrentar os problemas do reino que ousou governar.

O alvo da sua cobiça, ao contrário, nunca ficou em cima do muro, jamais abandonou um amigo para auferir vantagens eleitoreiras, ficou praticamente sozinho enfrentando um golpe covarde desferido contra a democracia, e, quando desafiado a resolver os problemas do reino, enfrentou-os contra os que defendiam o marasmo secular e pôs a casa em ordem.

Um não tem nada a ver com o outro.

Só resta, ao que olha, o olhar de admiração, a quietude do vencido, a certeza de que viu o ídolo com os olhos e lambeu com a testa.

E a única frase que sai de sua boca trêmula de emoção, é aquela que retrata a impotência por não ter conseguido o seu intento:

-Ah, se eu sêsse ele!
 

 




Comentários realizados

  • 11/08/2017 às 11:47

    ANTONIO BELO

    Ô cacetada no incompetente Luciano Cartaxo. Não era prá ele ter ido pra esse evento, acho sentiu vergonha da própria insignificante pessoa que é.

  • 11/08/2017 às 09:57

    Edmilson Lucena

    Ôxe, só pode é for!

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