Presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba – (CINEP) no segundo Governo Maranhão, Edivaldo Nóbrega desmentiu categoricamente o jornalista Giovanni Meirelles, que titulava a Secretaria de Comunicação Institucional do Governo (SECOM) na época, no que se refere ao suposto pedido de empréstimo à companhia para que o cantor Belchior instalasse em João Pessoa uma filial da sua gravadora sediada em Fortaleza-CE.

Por e-mail à redação d’APALAVRA Edivaldo pediu “Direito de Resposta”, como segue integralmente:

 

EDIVALDO NÓBREGA DESMENTE TER RECEBIDO

NA CINEP PEDIDO ENVOLVENDO BELCHIOR

A "bombástica revelação" que esse jornal traz como relatada pelo sr. Giovanni Meireles não está propriamente bem contada. Fui Presidente da CINEP (Companhia de Desenvolvimento da Paraíba) de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. Até julho de 1998, atuei como funcionário do BNB. Então, como poderia ter eu sido Superintendente da CINEP em 1995?

Durante minha gestão naquela Companhia, o fato "noticiado" (envolvendo o cantor Belchior, o governador José Maranhão e minha pessoa) não aconteceu, pelo menos com minha participação, nem conhecimento. Nunca participei de reuniões com o citado jornalista e muito menos com o Governador para tratar de qualquer Protocolo de Intenções, muito menos para os fins informados pelo sr. Meireles. Sequer cheguei a conhecer pessoalmente o cantor Belchior!

Em minha gestão como presidente da CINEP, todos os processos eram submetidos a uma análise técnica por parte de servidores da Companhia e, posteriormente, viam-se encaminhados ao Conselho Deliberativo do FAIN, fundo que até hoje incentiva as indústrias interessadas em instalar suas empresas no Estado.

Participavam do referido Conselho — além do Dr. Soares Nuto, então Secretário das Finanças e um dos gestores mais capazes e decentes que a Paraíba já teve — vários Secretários de Estado, bem como os Presidentes da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), Centro das Industrias (CIEP) e o Superintendente do Banco do Nordeste (BNB), os quais analisavam os projetos em pauta, aprovando-os ou indeferindo-os.

E, para ser justo, o Governador José Maranhão jamais solicitou quaisquer pleitos à CINEP que não estivessem amparados nos normativos daquela Companhia de Desenvolvimento. Qualquer empresário que se interessasse em incentivos fiscais e/ou locacionais era primeiro examinado seu cadastro, principalmente junto aos bancos oficiais (e até o Banco Central). Além de ser uma recomendação do Governador, não poderíamos agir diferentemente, por nossa própria experiência, adquirida em nada menos que 31 anos como executivo do BNB.

Seria bom que as pessoas desejosas de associar suas biografias à do saudoso compositor e cantor Belchior começassem a se lembrar melhor daquilo que gostariam de fantasiar, para não envolver em vão os nomes de pessoas que nem se achavam nos citados cargos, quando tais fatos teriam ocorrido... Ocorreram mesmo?!

 

Atenciosamente,

Edivaldo Dantas da Nóbrega.

 




Comentários realizados

  • 09/05/2017 às 21:31

    severino de maria

    O pior é que morto, no caso o talentosíssimo letrista, não pode se defender,

  • 09/05/2017 às 19:01

    Estanislau

    Êsse rapaz está rindo de quê ?

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