Por: Aldo Ribeiro
Aguinaldo Ribeiro, Daniela Ribeiro, Lucas Ribeiro, Enivaldo Ribeiro e Virgínia Velloso. Respectivamente Deputado Federal, Deputada Estadual, Vereador, Vice-Prefeito de Campina Grande e Superindente da Funasa. Em que dado momento chegamos à linha tênue da fronteira entre a legalidade e a imoralidade? Ser político é exercer na sua plenitude a cidadania pela coletividade, ou um negócio rentável e duradouro para poucos?

Nesses tempos de absolutismos ideológicos vomitados nas redes sociais e avançando perigosamente nas esquinas do país, nos cabe uma reflexão, ainda que com razoável atraso.
Exercer cargo eletivo no Brasil é pra pouquíssimos. Trata-se de uma espécie de “clube do bolinha” em que prevalece o poderio econômico e muitas vezes a “venda da alma ao diabo”. Cidadão comum e bem intencionado que se arrisca a buscar uma vaga no legislativo ou executivo, está fadado a acumular dívidas e pressão alta. Não é eleito. O sistema político funciona pra quem tem muito dinheiro, ou pra quem tem poder de captação do mesmo. No fim das contas não existe representatividade para o povo. Existe representatividade para grupelhos e famílias.

O deputado Aguinaldo RIBEIRO é um dos líderes do governo Temer. Tem votado com o governo sistematicamente todas as pautas de interesse do golpista. O povo? Que se exploda. Sabe o que Aguinaldinho ganhou por tamanha fidelidade? Uma superintendência da FUNASA aqui na terrinha pra sua querida mãe. É um jogo de interesses. É assim que funciona.

Seria injusto se falar apenas dos Ribeiro. Temos os Cunha Lima, os Maranhão, os Morais, os Gadelha, os Toscanos, os Vital, os Paulino, entre outros. Colocar as esposas no jogo também virou moda. O prefeito LC quer emplacar seu irmão gêmeo deputação federal, e dizem, sua esposa para deputação estadual. Dizem ainda tratar-se de uma manobra pra caso não seja eleito governador, obviamente se o mesmo for candidato. Percebem que a busca é pela manutenção do poder através da família? 2018 vem aí.

Como diz a música, aqui no Brasil, a gente peca pelo excesso de paciência. Haja paciência.

Em tempo: meu Ribeiro é desprovido de pompa e circunstância. Trata-se de gente humilde e trabalhadora, o que muito me orgulha.

 




Comentários realizados

  • 06/11/2017 às 12:23

    Nicodemus

    Somos,antes de tudo, favelados.Num pais como o nosso Brasil falar sobre temas voltados pra homens,buscando cidadanias,liberdade e outros tantos adjetivos,substantivos ou qualquer outra figura da gramática,aprofunda o atraso.Essa de famílias :Ribeiro,Morais,Cunha Lima,etc..apequena nossa dignidade que já é ínfima.O motivo é que o presumível sucesso desses grupos esta ligado a espertezas,sabedorias,robalheiras.Tô fora.Prefiro o trivial sem nóduas.Aliás os quadros dos paraibanos ilustres,na sua grande maioria,são de gente,cuja história nos causa nojo e,é disprovida de qualquer lhaneza.

  • 05/11/2017 às 10:09

    chico de lá de trás

    Campina Nasceu pra ser apenas Senzala!

  • 03/11/2017 às 19:21

    Márcio

    É por isso que o país, e as pequenas cidades não evolui, sendo dominadas por famílias que fazem da política um emprego.

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