Polemico, diferente, brigão, intelectual, historiador, bom de prosa e de verso, Marcus Odilon notabilizou-se por conseguir ser prefeito de duas cidades diferentes em mandatos sucessivos e por se reeleger várias vezes prefeito de Santa Rita, uma das principais cidades do Estado. Disputou a Prefeitura de João Pessoa e só não ganhou porque deram um sumiço nos votos dele. Usineiro esquerdista, homem de genio forte e amigo dos amigos, é dele, segundo as fontes fidedignas, os causos contados a seguir:

Justificativa
Tentando justificar sua derrota para a Prefeitura de João Pessoa, em 1985, o ex-deputado Marcus Odilon explicava:
-Também, doutor, com os assessores que eu tinha, jamais poderia ganhar uma eleição. Senão vejamos: Doutor Valdir Belezinha enchendo o rabo de cachaça; doutor Araujo dando o cu; doutor Neno chupando chibiu; doutora Maria José fazendo sabão; doutor Vanderli e doutor Marcos Moura escrevendo a minha propaganda “Muda João Pessoa”nas paredes dos motéis; tinha um candidato a vice conhecido como “Gilvanzinho, o Terrível”, e, para fechar o firo, aparecia ainda o doutor Wilson Braga roubando os meus votos”.

O povo entende
Candidato a prefeito de Santa Rita em 1988, Marcus Odilon convocou uma tropa de choque da esquerda para auxiliá-lo. Sua bandeira de campanha era obscurecer a administração do seu antecessor, Severino Maroja, a quem chamava de “Biu Cambão”.
Durante um comício no Alto das Populares, Odilon pediu a Washington Rocha, do time esquerdista, que baixasse a lenha em Maroja.
Rocha, falando bonito e difícil, começou a catilinária:
-Esse prefeito Severino Maroja, meus amigos, não passa de um dilapidador dos cofres públicos”.
Foi interrompido por Marcus Odilon, que aconselhou:
-Doutor, assim não dá. Chame o homem de ladrão que o povo entende. Esse negócio de dilapidador só serve no PT”.

Cu gelado
O ex-deputado Marcus Odilon, então candidato a prefeito de João Pessoa, encontrou o artista Plástico Hermano José no Ponto de Cem Réis e, festivamente, pediu o seu voto:
-Hermaninho, meu amigo de infância, conto com o seu voto!
Hermano, se desculpando, respondeu:
-Sinto muito, Marcus, mas vou votar em Carneirinho.
Aí Marcus, esquecendo o companheirismo de longas datas, desabafou:
-Tá certo, cu gelado!

Nas capoeiras
Candidato a vice governador de Lúcia Braga, Odilon viajava com sua equipe para o sertão, quando, beirando a meia noite, mandou parar o carro no acostamento, desceu e ordenou:
-Dona fulana, vamos mijar!
Meia hora depois, os dois voltaram ajeitando as roupas, entraram no carro, recomeçaram a viagem e Marcus Odilon, esfregando as mãos todo satisfeito, confessou:
-Não existe coisa melhor do que trepar na capoeira!

Galeguim dos zóio azul
Quando disputou pela última vez a eleição para a Prefeitura de Santa Rita, Marcus Odilon foi agarrado por um eleitor embriagado, durante comício na praça principal da cidade, que, cuspindo no seu rosto, saudou-o carinhosamente:
-Meu Galeguim dos zóio azul!
Arreliado, Odilon mandou que tirassem o bêbado de cima do caminhão/palanque, mas o bêbado, depois de tomar outra, subiu DE NOVO no caminhão e, chegando por trás, agarrou o candidato gritando de novo:
-Meu galeguim dos zóio azul!
Novamente o assessor Elias Nascimento retirou o bêbado e Odilon, contrariado, decidiu ir embora. Entrou no carro, sentou-se no banco de passageiros e quando pensava estar livre, eis que o bêbado, que antes também entrara no veículo e se deitara no banco traseiro, levantou-se, segurou nas duas orelhas do candidato, balançou-as para cima e para baixo e disse, mais apaixonado do que nunca:
-Meu galeguim dos zóio azul!
Não agüentando mais, Marcus Odilon ergueu as mãos para os céus, implorando:
-Meu Deus, tanta gente morre e eu não!

 




Comentários realizados

  • 14/09/2017 às 19:34

    Doca

    Rapaz essa foi boa demais tião, kkkkkkkk

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