Encontro o amigo Everaldo Finizola na Feira da Torre e, ao contrário dos encontros efusivos dos outros tempos, o de agora é para falar de tristeza e de saudade. Tristeza e saudade de Fatão, sua irmã e uma das minhas primeiras amigas aqui em João Pessoa.Fátima, Fatão, como todos a chamávamos, morreu em maio e somente hoje eu fiquei sabendo. Um câncer traiçoeiro a levou para o andar de cima e nós ficamos ainda mais desfalcados das pessoas a quem amamos e queremos bem.

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Mas como a  vida continua e a fila anda, continuemos por aqui falando da vida alheia, tendo raiva e alegria, amando e querendo bem. A cidade de João Pessoa continua quente depois de meio dia de chuvas torrenciais e as fofocas  pululam nas rodas sociais e antissociais, enchendo de notícias as colunas especializadas em dizer porra nenhuma.

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A imagem de Nossa Senhora da Penha, na entrada da Praia da Penha, está sendo reivindicada ao governador Ricardo Coutinho pelo ilustre morador do lugar, radialista Jandui Mendonça.Ele diz que o vereador Renato Martins destinou emenda de 200 mil reais para a Prefeitura fazer a dita cuja, mas como a Prefeitura não faz, o jeito é apelar pra Ricardo, que faz e gosta de fazer.

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Na sua opinião, amigo leitor, o que é ser bom de cama? Eu me acho muito bom. Mal deito, já estou dormindo. Dormindo e roncando de fazer gosto. Agora, se ser bom de cama for aquilo que você está pensando, então eu sou péssimo.

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Quando for lançar meu novo livro “Acima de Qualquer Suspeita – O Lado Alegre dos Políticos” – em Princesa Isabel, faço questão de vê-lo apresentado por Francisco Florencio, a maior bagagem cultural da nossa terra.

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Hoje na Feira da Torre, enquanto destruía um prato de cuscuz com rabada de boi, tive a oportunidade de rever Job Sobrinho, o sousense mais torrelandense da Paraíba. Que Raniery Abrantes não fique enciumado com o título dado ao galego conterrâneo.

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Giovani Meireles num pé e noutro pra estrear na TV Master.Ele e Beth, sua cara metade. Vai bombar.

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Marcos Pires anda caladão. O que ele estará aprontando?

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E Kubi Pinheiro, o elétrico das serras de Orebe, hoje mais praieiro do que Zé Euflávio, por que cargas d`água não agita mais a galera do soçaite?

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Não sei se foi leve impressão ou se aconteceu mesmo, mas se não estou enganado ou vendo bicho, vi Tereza Madalena me brindar com uma sonora rabissaca.

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Se mexer com Miguezim, mexe comigo.

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O Clube Social de Bananeiras, construído pelo poder público, está sendo ameaçado de venda por alguns sócios desavisados, que, sabendo ou não, confundem o público com o privado.Depois entro em detalhes.

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E agora lá se vão meus abraços acochados e sabadais para Gibran Motta, Durval Lira, João Eliazar,Araújo do Valentina, Maria de Fátima Ventura, Rogerio Dunda, Helder Brito Teixeira, Alysson Filgueiras, Rogerio Cabral, Simone Duarte,Claudia Carvalho, Clilson Júnior, Maurilio Batista, Ovidio Mendonça e Marcone Campelo.

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Esta aqui vai estar, com certeza,no meu novo livro “Acima de Qualquer Suspeita – O Lado Alegre dos Políticos”:

Chefe político de Princesa Isabel, o deputado Antonio Nominando Diniz (o velho) foi despertado de madrugada por uma caravana de pessedistas.Tinham participado de um comício até tarde, onde a aguardente foi fartamente distribuída.

Um deles gritou, na porta de Nominando:

-Acorda, Princesa, para ouvir os clarins da vitória.

No mesmo dia, logo cedo, Diniz organizou uma concentração em frente à sua casa.Em seu discurso, explicava o otimismo dos adversários:

-Essa noite, fui despertado por uma voz estertórica que dizia: acorda Princesa, para ouvir os clarins da vitória. Mas, senhores, não eram os clarins que anunciam o triunfo, e sim as excelências do produto de Vitória de Santo Antão, sumo dos canaviais e alma das garrafas: a aguardente Pitú.

 




Comentários realizados

  • 29/06/2015 às 01:04

    francisco florencio

    Ô Tião: Quando tu for lançar o livro a gente conversa. Recomendo vc ter um plano B para o lançamento. Ando escapando de eventos públicos nesta terrinha, onde sou inimigo do rei e de sua côrte, e aqui não é passárgada. Nestes 15 anos que cá estou, estudei a fundo o passado desta terra, vivi o presente e olhei o futuro: não gostei de nenhum deles. Quanto a dimensão da minha bagagem cultural é bondade e exagero seus. Basta consultar a nova edição do livro do conterrâneo Paulo Mariano. Não faltam lá PhD‘s e correlatos, todos de caçoás cheios de sabedoria. Eu, passarinho, sibito.

  • 27/06/2015 às 13:30

    armando

    Tião, o único pau que fica duro no teu caso, é o pau da venta. Abraços.

  • 27/06/2015 às 11:22

    Raniery Abrantes

    Caro Tião Lucena, um abraço para o conterrâneo Job Sobrinho. Quanto ao bairro da Torre, especialmente a Praça São Gonçalo, me deu "régua e compasso" quando aqui cheguei do nosso sertão em 1970. Joguei nos melhores times do bairro: São Gonçalo e Grêmio (futebol de salão); Ibis, Palmeiras, Independente e Grêmio (futebol de campo). Fiz grandes e verdadeiras amizades e um poema chamado "Adolescência" que fala das aventuras e desventuras pelas ruas da Torre, que está no meu livro "Jardim de Amores", que será lançado brevemente, com depoimentos de Tião Lucena e muita gente boa. Aguarde! Abraços!

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