Mais tarde falarei da convenção do PSB em Princesa que oficializou as candidaturas de Ricardo Pereira para prefeito e de Aledson Moura para vice. Adianto que parecia mais um comício de encerramento de campanha do que uma simples convenção partidária.Foi uma demonstração de força e com certeza os adversários de Ricardo devem ter dormido preocupados. Se é que dormiram.

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Mas amanhã à tarde,na AABB de Princesa, os partidários do adversário de Ricardo, Sidney Filho, poderão empatar ou até mesmo botar mais gente na rua. Vamos aguardar para conferir.

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Dito isto, passemos aos assuntos do sábado: logo mais, na Livraria do Luiz, ali na Galeria Augusto dos Anjos, Gonzaga Rodrigues reúne amigos e admiradores para uma manhã de autógrafos do seu livro “Café Alvear”, uma reunião de crônicas relembrando os velhos tempos do cafezinho no Ponto de Cem Réis e dos papos ora animados, ora tristes, entre os que frequentavam o local.

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Encontro Abelardinho Jurema no Manaíra Shopping e constato que ele encerou a pele. Tá novo,sem uma prega. E tem mesma idade que eu. Pense num cabra conservado!

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Um jovem parou o carro em frente ao meu prédio agora cedinho, buzinou insistentemente chamando alguém, depois desceu e na maior tranquilidade puxou a rola pra fora e mijou perto do portão de entrada. Ato seguinte, balançou a mijona, guardou-a e ficou arriado no carro, até seu convidado, morador do prédio, sair e os dois desabarem ao volante em busca de algum bar.

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Luanna Brandão está cuidando do lançamento do meu livro em Monteiro, em data e local a serem definidos pela bela comunicadora.

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Seria bom Efigênio também lançar o seu juntamente comigo.

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E agora os meus abraços sabadais para Mergulhão (que está passando necessidade,sem receber salário da Prefeitura de Princesa), Marcos de Chata, Toinho Pinheiro, Sales Cordeiro, João Ford, Zé Estima, Assis Liberalquino, Toinho Florentino, Farinha Almeida, Zé de Edezel, Alexandre Maia, Mundinho de Rosa, Zé de Bezeca, Painho Francelino, Francisco das Chagas Oliveira, as filhas de Das Neves Henriques, Assis Cabeção, Antonio e Ana e Novo Buchim.

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Para terminar, alguns casos do meu novo livro:

RAIMUNDO ASFORA

Asfora metia a ripa em José Fernandes de Lima, que estava no Governo, quando foi aparteado pelo deputado José Pires de Sá:

-Deputado Raymundo Asfora,gostaria de solicitar do nobre colega um tratamento mais doce, mais elegante, tanto com o governador quanto com seus colegas de Assembléia…

-Senhor presidente – retoma Asfora o seu discurso  – que doçura se pode esperar de um Pires de Sá?

MARCUS ODILON

Candidato a prefeito de Santa Rita em 1988, Marcus Odilon convocou uma tropa de choque da esquerda para auxiliá-lo. Sua bandeira de campanha era obscurecer a administração do seu antecessor, Severino Maroja, a quem chamava de “Biu Cambão”.

Durante um comício no Alto das Populares, Odilon pediu a Washington Rocha, do time esquerdista, que baixasse a lenha em Maroja.

Rocha, falando bonito e difícil, começou a catilinária:

-Esse prefeito Severino Maroja, meus amigos, não passa de um dilapidador dos cofres públicos”.

Foi interrompido por Marcus Odilon, que aconselhou:

-Doutor, assim não dá. Chame o homem de ladrão que o povo entende. Esse negócio de dilapidador só serve no PT”.

SEVERINO CABRAL

Uma tarde, no Rio,Seu Cabral andava pela avenida Rio Branco. Resolvendo passar para o outro lado, meteu-se na frente dos carros, fora do sinal. O guarda gritou :

– Cidadão, não pode ir por aí. É proibido atravessar em diagonal.

Severino Cabral voltou :

– Você não conhece roupa não, ignorante ? Isto não é “diagonal”. É “tropical maracanã”.

Atravessou em diagonal e tropical.

 JOÃO AGRIPINO

Duas mulheres, ambas gestantes, procuraram o governador João Agripino para denunciar que o responsável por aquilo tudo era um soldado integrante do Corpo da Guarda do Palácio da Redenção. Queixosas, queriam que o governador punisse o sedutor ou fizesse com que ele casasse com uma delas.

-Mas que nada! Tragam o homem imediatamente, que quero condecorá-lo -, disse o governador.

JOSÉ AMÉRICO

O ministro José Américo de Almeida foi participar de algumas solenidades de inauguração no município de Antenor Navarro. A cidade inteira preparou-se para recebê-lo. Ruas com bandeirolas, a banda de música tocando, e o povo cercando o governador, sem deixá-lo andar. O prefeito Alexandre ficou impaciente, e lembrou:

-Governador, está na hora de inaugurar o sumitério.

-Não é sumitério, Alexandre. Diga cemitério – alertou o ministro.

-Isso é pro sinhô que istudô em suminário.

RONALDO CUNHA LIMA

Numa inauguração em Campina Grande, no momento do hasteamento das bandeiras, Ronaldo, como governador, iria hastear a bandeira do Brasil e Cássio, como prefeito, hastearia a bandeira da Paraíba. A banda de música começou a executar o Hino Nacional e Cássio rapidamente começou a hastear a bandeira da Paraíba, antes do pavilhão nacional. A moça do cerimonial correu até onde estava o governador e cochichou no seu ouvido:

-O senhor tem que levantar primeiro do que Cássio.

E Ronaldo, também cochichando:

-Tá difícil, minha filha, mas se você me ajudar, a gente tenta.

ERNANI SÁTYRO

Ernani Sátyro almoçou na casa de um compadre e correligionário na zona rural de Patos. O afilhado, de 10 anos, menino sabido, treteiro, puxador de conversa, encantou o ministro, que depois do almoço, ao se despedir, recomendou ao compadre:

-Cuide bem do meu afilhado, ta ouvindo?

E o compadre:

-Vou dar ele ao senhor para o senhor criar, pois como já mostrou que não vai ser muita coisa na vida, com o senhor pelo menos poderá ser um político.

CHICO PEREIRA

Seu Chico estava no palanque, um dia, quando surpreendeu a assessoria da campanha com uma afirmação inusitada: “Aqui em Pombal, eu e Paulo Pereira formamos um trio…”. O estudante Vicente Cassimiro, pressuroso, soprou, corrigindo:

“É dupla, Seu Chico. Trio são três”.

Respondeu o deputado:

“Que besteira! Trem não anda em trio e não é dois?”.

PEDRO GONDIM

Cumprindo mandato de deputado federal em Brasília, Pedro Gondim chegou da Paraíba e foi direto para o seu apartamento. Entrou e anunciou festivamente para a empregada que o servia desde muito tempo:

-Da Luz, Da Luz, trouxe carne de sol para você preparar com aquela macaxeira que veio da Paraíba.

E prosseguiu, adentrando à sala de jantar:

-Cadê Da Luz?

As pessoas que estavam jantando interromperam a refeição e ficaram olhando pra Doutor Pedro sem entender nada.

O deputado entrara no apartamento errado.

ALCIDES CARNEIRO

O ministro Alcides Carneiro foi assistir a um filme de suspense. Na saída, quase caiu com o esbarrão de um sujeito apressado para entrar no cinema. O ministro reagiu com bons modos:

– Não precisa pressa. A outra sessão ainda não começou.

– E daí? Não lhe perguntei. Não pedi desculpas, nem vou pedir.

Restou a Carneiro reagir à malcriação com a vingança suprema:

– Ah, é? Pois então fique sabendo, logo agora, que o criminoso do filme só aparece no último minuto. É o primo do mocinho.

Revelado o enigma do filme, o mal-educado deu meia-volta e foi embora.

 




Comentários realizados

  • 30/07/2016 às 08:10

    Rachel Gondim Vital do Rêgo

    Adore ler aqui mais uma de vovô Pedro. Ele era assim mesmo, distraído e ligeirinho, kkk! É sempre muito bom recordar suas histórias! Grande abraço! Aprendi a ser sua fã!!!!

    Resposta de Tião

    Abraço Rachel, em você e nos meninos.

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