1-O feriadão está bom demais.Daqui de casa ouço o grito de guerra do meu amigo Dudu, pedindo uma brahma da antárctica ao cansado João do Bar, que já afinou as canelas de tanto ir e vir à geladeira.

 

2 – São uns heróis.O canal do retão está invadido pelas muriçocas, que saem de lá e vão morder as pernas das moças e dos rapazes que insistem em permanecer no bar, mesmo debaixo de tantos ferrões.

 

3 – Os remanescentes acabam de sair.Passaram a noite enchendo o quengo e levando ferroadas. Mais tarde tudo recomeça, pois guerreiro bom não se entrega sem terminar a luta.

 

4 – E como desgraça pouca é meio de vida, semana que vem tem mais feriadão, desta vez começando na sexta e terminando na segunda, que é o dia do trabalhador levar fumo.

 

5 – Hoje eu tô que tô, e por estar, vou mandando logo os abraços acochados para os amigos, porque depois do abraço em diante o negócio é rosetar e quem achar ruim que vá tomar banho de chuva. Então lá vai abraços para Balduino Lélis, Teócrito Leal , Martinho Moreira Franco, Gonzaga Rodrigues, Marcone Carneiro Cabral, Marcus Odilon, Toinho Almeida, Toinho Florentino, Eilzo Matos, Marden Góes, Airton José e Clodoaldo Oliveira.

 

6 - O coronel Quintinho Cunha viajava de trem para o Ceará, quando teve o seu mau humor despertado por um matuto que o reconheceu no trem e danou-se a puxar conversa mole, o que concorreu para aumentar ainda mais a raiva do velho coronel.

Quando desembarcaram na estação, o matuto viu a placa da Rede Viação Cearense, onde estava escrito a sigla RVC. Olhando para o coronel, perguntou:

- O sr. sabe o que quer dizer R.V.C?

E o coronel, cuspindo bala:

- Requeiro Vosso Cu!

7 - João de Isidoro, um negão forte que trabalhou a vida toda na padaria de Rafael Rosas, em Princesa Isabel, se viu forçado a ir receitar-se com o doutor Severiano.

Na saída do consultório, ao ser interpelado por João de Júlia, que queria saber qual a doença que o molestava, João informou:

- O doutô botou uns óculos, um funil, olhou bem demorado e disse que eu tava com "morróidas". Mas isso é porque eu tenho um mau costume: Desde pequeninho que eu cago e não limpo o cu."

8 - Cabo Brito, delegado de Princesa, bebia sua cachacinha no bar de Zé Brejeiro, quando foi chamado por uma mulher que acabava de desembarcar do ônibus de Seu Apolônio. Ela se queixou que um sujeito, vindo de São Paulo, cheio de gíria, palavras imorais e que usava um chapéu de penugem na cabeça, não estava respeitando as veneráveis damas, filhas de Maria, que também viajavam no coletivo.

Cabo Brito não contou conversa. Invadiu o onibus e, fazendo cara de mau, interpelou o cabra e fez seu discurso:

- Seu fela da puta do chapeuzinho de pentelho e da aba de pica! Você pensa que vai rapariga aí perto de você? Repare que estão aí uma mulher amojada e outra parida. Você não tem medo que eu lhe dê um beliscão na cabeça da rola e vá jogá-lo na casa da puta que o pariu não?

E mostrando-lhe as fitas de cabo que envergava solenemente nos dois ombros:

- Tás vendo estas duas bucetas aqui? Isso não foi pregado com sebo de pica, nem com gala, não!"

 

8 – De Miguelzinho Lucena:

Quem diz que cagar é bom
É porque nunca cagou
Um tolete retorcido
Dos que deixam o cu frangido
A se contorcer de dor.

9 - No interior, o bom bebedor de cachaça tem que ser bom de lôa também. Joaquim Gomes, já passando dos oitenta, entrou no bar de Chico Pedro, em Princesa e, depois de beber uma saborosa lapada, poetisou:

Casei-me com vinte anos
E a mulher com dezessete
Hoje estou com cento e dez
E ela com cento e sete
E um casal desse jeito
Faz muitos anos que mete.

10 -Dito Gato, que cegou aos vinte anos e ainda hoje não vê a luz do dia, chamou Antonia Cega para uma trepadinha atrás da cerca de avelós de Antonio Medeiros. Quando começou a fazer o serviço, a ceguinha, gemendo, reclamou, rimando:

Você disse que se eu desse
Quando entrasse não doía
Tá entrando e tá saindo
E tá me dando uma agonia
Tenha dó da pobre cega
Que não vê a luz do dia.

Dito, que além de tarado e cego, não dispensa um bom verso, rimou de lá:

Eu náo fui lhe procurar
Você vêi me oferecer
Meu porongo é muito grosso
E você tem que padecer.

 

 

 




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