Mais de 418 toneladas. Em plena época digital, esse é o volume de papel que a Prefeitura de Campina Grande, sob a gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), gastou somente com a Secretária de Educação, pasta essa controlada pela ex-cunhada do prefeito Iolanda Barbosa e por sua irmã Izabel Maria Veiga de Oliveira, coordenadora do “Programa Mais Educação.

De acordo com dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), via seu Sistema de Acompanhamento Online (Sagres-PB), a PMCG em 09/03/2017, deu encaminhamento a licitação n° 002682016, para a aquisição de papel sulfite, formato a4, destinado rede municipal de ensino da prefeitura de Campina Grande, no valor de R$ 2.991.473,03.

Apenas para ajudar o leitor a ter uma ideal do volume de papel consumido pela Secretária de Educação de Campina Grande, tendo como base o valor de mercado de uma resma de 500 folhas que custa em torno de R$ 20 e pesa 2,8kg (unidade resma), a PMCG pretende usar somente via uma de suas pastas (SEDUC) 418 toneladas de papel A4, ou mais de 149 mil resmas.

Tendência inversa

A gestão de Romero, caminha assim na contramão da tendência observada na maioria dos setores da iniciativa privada, onde as empresas do mundo inteiro vêm implantando programas internos destinados a reduzir a utilização de papel em seus processos, os substituindo pelos documentos digitais. Estudo divulgado recentemente pela organização não governamental AIIM (Association for Information and Image Management), aproximadamente 35% das empresas nacionais já conseguiram reduzir o uso de papel, enquanto outras 45% adotaram medidas efetivas para isso.

Os cálculos comparativos são baseados em informações da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) e consideram a resma de papel sulfite A4 de gramatura 90 g/m2.

 




Comentários realizados

  • 14/10/2017 às 02:16

    Matheus

    Vixe.... ja estao fazendo caixa pra 2018.

  • 11/10/2017 às 21:36

    GERALDO QUIRINO DA COSTA

    O prefeito de Campina Grande deveria envergonhar-se de querer vender a CAGEPA, com um projeto travestido de MUNICIPALIZAÇÃO, água é saúde pública preventiva, coleta de esgoto, idem, jamais poderá virar moeda de troca. Sem contar que o município não dispõe de um só litro de água, sem contar que a prefeitura nunca colocou um só metrô de cano lá. Quer municipalizar o que? A população precisa saber que essa pretensão é golpe

  • 11/10/2017 às 11:46

    Lalo João Pessoa

    Pelo visto, é pouco papel. Sabe-se que muitos funcionários (públicos ou privados) costumam se auto-presentear com resmas de papel A4. O maior volume dos auto-presentes ocorre nos princípios dos anos letivos. E depois, provavelmente, irão em passeata bater panelas pelas ruas, brigando contra o desvio de dinheiro público e contra a corrupção...

  • 11/10/2017 às 11:11

    Angela Lima

    A melhor conta a ser feita é dividindo a quantidade de folhas pelo número de alunos da rede municipal. Lembrando que cada resma tem 500 folhas. Ou pode calcular considerando uma resma anual por cada aluno.

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