O secretário Adalberto Fulgêncio faltou a reunião convocada pela  promotora da saúde para concretizar uma repactuação com vistas a dividir a população infantil alojada no Hospital Arlinda Marques com o Hospital do Valentina, da Prefeitura.

Deve estar envergonhado, e não é para menos. O secretário garantiu que a Prefeitura não estava se negando a atender as crianças carentes, disse também que o Hospital do Valentina não desativara a ala pediátrica, mas bastou uma visita ao local para se constatar um quadro totalmente diferente.

 A promotora constatou, o CRM idem, todos que foram ao Valentina descobriram que o hospital da Prefeitura está subutilizado, ou seja, tem dez leitos desocupados, aptos a receber crianças doentes. Veja, você, leitor,a ironia: a Prefeitura vê o drama da superlotação vivido pelo Hospital Arlinda Marques e se faz de morta, de desentendida, de mouca e cega.

E é porque recebe, do Governo Federal, duas vezes mais do que recebe o Estado para cuidar dos 223 municipios paraibanos.

Informações oficiais dão conta de que a Prefeitura Municipal da Capital  recebeu, nos últimos três anos, mais de R$ 1 bilhão do Governo Federal para a saúde, enquanto  o Governo do Estado recebeu, no mesmo período, R$ 416 milhões para ajudar nas despesas das 223 cidades assistidas.

Os dados, obtidos através de pesquisa no Portal da Transparência, revelam que em 2016 a Prefeitura recebeu R$ 326 milhões; em 2015, R$ 351 milhões; e em 2016, R$ 326 milhões.

Já o Governo do Estado recebeu nos últimos três anos quase o mesmo valor que a Prefeitura recebe por ano. Ainda segundo o Portal da Transparência, o Governo recebeu R$ 117 milhões em 2014; R$ 159 milhões em 2015 e R$ 140 milhões em 2016.

Onde a Prefeitura está enfiando esse dinheiro, só Adalberto Fulgêncio pode responder.

E a gente fica aqui esperando a resposta.

 

 




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