O deputado Tovar Correia Lima, sumido desde quando Fachin botou o primo ilustre dele na lista da Lava Jato, reapareceu.

E o fez em alto estilo,  se auto nomeando porta voz do presidente do Tribunal de Justiça, sem receber, quero crer, delegação para tanto.

Participou de uma reunião de deputados com o desembargador Joás e, nem bem saiu do encontro, procurou a imprensa para dizer que o presidente acusara o Governo de reduzir o duodécimo repassado ao Poder Judiciário, o que teria levado o Tribunal, por conta dessa redução, a fechar comarcas no interior.

Essa informação não foi confirmada pelo desembargador.

Segundo a notícia oficial do encontro, o presidente informou  que não estaria havendo fechamento  e sim uma desinstalação de algumas comarcas provisórias.

Aos deputados e prefeitos que foram vê-lo no seu gabinete, o presidente Joás de Brito explicou que essa desinstação era “fruto de um estudo feito pelo Poder Judiciário com critérios objetivos, com análise profunda sobre a situação de cada uma delas, para que haja um enxugamento.”

E completou: “Eu ainda nem avancei com os meus pares.Eu preciso ver ainda se essa idéia vai vingar ou não. O que motivou esse estudo foi uma verificação da situação econômica. O CNJ exige, hoje, que façamos gestão e para gerir tem que se enxugar a máquina administrativa”.

Pois bem, depois dessas declarações, o deputado Tovar colocou palavras na boca do presidente, dizendo que ele culpara o Governo pelo fechamento em razão da redução do duodécimo.

É difícil acreditar que o desembargador tenha feito essa afirmação.Ele sabe que essa redução nunca existiu. Todo santo mês o governo repassa os R$ 49 milhões de duodécimo ao TJ e o presidente não cometeria o absurdo de dizer diferente. Os números não mentem, ao contrário de certas pessoas.

 

 




Comentários realizados

  • 27/04/2017 às 09:57

    Eneias

    O responsável é o próprio TJPB que criou e instalou Comarcas sem preenchimento dos requisitos exigidos na LOJE e, por conseguinte, culminou na diminuição da tramitação processual em algumas Comarcas que possuem os requisitos exigidos na Lei. Há também, uma política de interesses no assunto.

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