Resoluções para 2018

 Marcos Pires

Falta pouco para o Brasil entrar definitivamente em 2018, porque até acabar o carnaval a pisada é essa. Acho que os brasileiros se dão um tempo, que vai do ano novo até o carnaval, para esquentarem o “trabalhômetro”. Mas não somente para trabalhar; na verdade até as resoluções feitas no final de 2017 só serão implementadas depois que Momo for embora. A esse respeito, um levantamento efetuado nas redes sociais por importante instituto de pesquisa chegou à conclusão que a resolução de ano novo mais intensa é “ir para a academia”. Em seguida vieram, pela ordem, “conseguir um novo emprego”, “parar de fumar”, “emagrecer”, “viajar” e mais um monte de outras coisas antes da resolução de “beber menos”. Notaram os meus perspicazes leitores que não é “deixar de beber”, mas sim diminuir a quantidade de hectolitros ingeridos. É mais ou menos como o sujeito que prometeu à mãe que só beberia metade do ano. Enquanto a mãe abria um enorme sorriso ele emendou: “-Vai ser dia sim, dia não”.

Zeca Pagodinho já deu entrevista afirmando que passou dezessete anos sem beber. Ante o impacto de informação, esclareceu: “- Foi no período em que eu nasci até completar dezessete anos”. Mas voltemos ao assunto, que trata das resoluções de ano novo. Humberto me disse que em 2018 quer pelo menos cumprir as resoluções de 2017 que não conseguiu adimplir. Quais eram? Ora, as de 2016 que ele deixou pra lá.

Andei pescando algumas resoluções estranhas. Por exemplo, contratar dois detetives particulares e colocar um seguindo o outro para ver no que dá. Ou entrar em um elevador lotado e solenemente dizer: “-Aposto que vocês estão se perguntando por que reuni todos aqui hoje”. Em seguida pedir para esperarem enquanto vai pegar o material, sair do elevado e nunca mais voltar.

Tem uma ótima; um conhecido meu está querendo comprar um papagaio para ensinar o bichinho e dizer a seguinte frase: “- Socorro, me transformaram em um papagaio”.

Na verdade, essas resoluções de ano novo só servem para atestar o quanto nossas promessas são falhas. Um exemplo? Resolução mais besta essa de decidir que neste ano você vai ficar milionário. Ora, você só tem três chances de ser um milionário hoje em dia; nascer milionário, casar com milionária ou conseguir um mandato para roubar feito gente grande.

Como não dá para nascer de novo, ou você casa ou se candidata neste 2018.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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