Nem sempre os fins justificam os meios

Tenho acompanhado pela internet a reação de simpatizantes da direita ao caso do ex-juiz Sérgio Moro.

Sigo pessoas no Facebook. E são pessoas, em tese, qualificadas, que deveriam saber onde botam os pés.

Essas pessoas ostentam nos dedos o anel de bacharel e guardam nas suas paredes o vistoso diploma da faculdade de direito.

Por isso me espanto quando leio o que essas pessoas estão escrevendo.

Elas simplesmente desprezam o ato falho do ex-juiz, sob a alegação de que o erro dele é menor do que o roubo do PT.

Causa estupefação o que essas pessoas estão escrevendo.

E me deixa arrepiado porque, no meio delas, tem gente que amanhã ou depois poderá julgar meu destino num processo judicial.

Como poderei confiar na isenção desse julgador, se o vejo agora defendendo a ilegalidade?

Até onde aprendi, o juiz não toma partido, não combina resultados, tampouco sugere a uma das partes que enverede por este ou por aquele caminho para se dar bem no julgamento do feito.

O juiz que age assim é suspeito, é criminoso e é desonesto.

Mas para essas pessoas que estão postando comentários na internet, nada do que for praticado contra o PT merece crítica ou condenação.

Para elas, os fins justificam os meios.

VIUGE!

1 Comentário On Nem sempre os fins justificam os meios

  • EVANDIR FIGUEIREDO SANTOS

    Parabéns, sábias palavras. Concordo em gênero e grau. Quem usa artifícios para julgar, não é digno de dar um parecer, seja inocentar ou culpar…!!

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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