Sem mandato, por opção, Ricardo Coutinho continua uma forte liderança

Sem mandato, por opção, Ricardo Coutinho continua uma forte liderança

Por Wellington Farias

Ricardo Coutinho tem uma trajetória de homem público diferenciada do que estamos acostumados a ver; e do que a própria história política da Paraíba registra.

Uma história vitoriosa e, repito, diferenciada nos seus três tempos: antes, durante e o depois de haver conquistado, no seu Estado, os mais cobiçados espaços políticos e exercido os mais relevantes cargos possíveis a qualquer homem público.

Na história política recente, foi um demolidor de tabus: pessoense de Jaguaribe, antes era um “sem eira nem beira” – para usar um termo muito ao sabor dos padrões preconceituosos ditados pelas elites que sempre dominaram a política brasileira; durante, foi vereador, prefeito de João Pessoa por dois mandatos consecutivos, deputado estadual e governador do Estado, também por dois mandatos. Ao longo desta escalada meteórica e ininterrupta, “tratorou” nas urnas figuras carimbadas, algumas das mais festejadas e, até então, invencíveis; depois, mesmo sem mandato (por opção), Ricardo Coutinho mantém o status liderança política inabalado.

Coutinho também se destacou do convencional em suas gestões, tanto como Prefeito de João Pessoa, como de governador de Estado. Administrou com pulso, coragem para enfrentar as adversidades e para tomar decisões impopulares. Acreditava que só assim poderia arrumar o Estado.

O ex-governador também não arredou o pé dos seus compromissos ideológicos. A propósito, se não foi o único, foi dos pouquíssimos governadores brasileiros de então a ir à praça púbica juntar-se aos protestos contra o golpe aplicado pela direita, em que a presidente Dilma foi catapultada do poder, para dar lugar ao seu vice, Michel Temer, que bandeou-se para o lado oposto ao projeto pelo qual se fez vice-presidente da República. Diga-se de passagem, neste episódio, chegou a divergir da orientação nacional do seu partido (PSB), mostrando depois que estava certo em manter a coerência ideológica, como agente político de esquerda.

Na saída

Mas diferente mesmo do convencional, Ricardo Coutinho se fez ao deixar o Governo da Paraíba. Por opção, mas sobretudo receoso de que a ausência no Palácio comprometesse a eleição de João Azevêdo (escolhido por ele próprio para sucedê-lo), abdicou de uma eleição garantida para o Senado da República. Poderia, aliás, ter sido uma eleição histórica: todos os prognósticos indicavam que ele seria um recordista de votos, haja vista o grau da aprovação popular do seu Governo, sem falar no se desempenho como protagonista deste processo.

Aprovação

A gestão de Ricardo Coutinho também teve o seu diferencial. Deixou um portfólio de realizações que o pôs na lista dos melhores governantes da história a Paraíba. E os resultados eleitorais acachapantes que o seu projeto obteve, apenas confirmam a aprovação popular dos seus dois mandatos de governador.

Nacional I

Seja pelo desempenho que teve no seu governo, seja pela postura política que manteve sobretudo depois de eleger-se governador, Ricardo Coutinho destacou-se fora dos limites da Paraíba, sobretudo no Nordeste, onde se fez uma espécie de porta-voz dos colegas representantes da região. E foi além: a partir de então, começou a despertar as atenções da imprensa nacional, por quem reiteradas vezes foi convidado a dar entrevistas.

Nacional II

Mesmo fora do governo e sem mandato, Ricardo Coutinho continua ocupando nobres espaços no cenário nacional. É presidente da Fundação João Mangabeira, e convidado constantemente a opinar sobre a vida política brasileira em veículos de comunicação de abrangência nacional.

Somente esta semana concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo e a revista Carta Capital, comandada pelo veterano Mino Carta, um dos mais destacados expoentes da imprensa brasileira, primeiro editor e criador da revista Veja; do Jorna de República, do qual foi proprietário, entre outros.

Aliás, desde a semana passada Ricardo passou a ser colunista de Carta Capital.

Como diria o veterano Gutemberg Cardoso: Pelo sim e pelo não, esta é minha opinião.

À bientôt

 

Wellington Farias

 

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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