Alô, som!
A mais nova de Flávio Bolsonaro é o guia eleitoral sem som. E é bem capaz de culparem Lula, como se Lula mandasse na empresa que faz os vídeos e na TV que os propaga. Não manda, todo mundo sabe disso, a prova está na omissão aos atos públicos desse final de semana, ignorados pela mídia e surrupiados pelos empresários da comunicação.
Pode ter havido, no caso, um episódio semelhante ao do microfone de finado Braz, o homem mais avantajado que já viveu em Princesa, dono de uma ferramenta tão grande que, para não balançar enquanto caminhava, amarrava o seu gocó no joelho.
Braz sentiu-se mal uma certa vez, recorreu aos préstimos do farmacêutico, pediu ajuda ao raizeiro, até o protético Gereba foi chamado para descobrir o que impedia a circulação do sangue na sua tão admirada estrovenga.
Foi aí que apareceu Litinha da bunda torta, que, na sua sapiência sexual, garantiu que estava havendo um entupimento na veia grossa do gogó da ema.
E era por isso que Braz ensaiava uma sessão terapêutica de vai e vem, mas no momento de explodir as emoções, não saia nada.
Litinha fez um alô som repetido, mexeu nas bolas lá embaixo, espremeu a cabeça e, imitando o aspirador de pó de finado Zé Tocador, deu uma chupada longa que chegou ao intestino. No mesmo instante houve um pipoco e a cachoeira de Paulo Afonso fez jorrar vários carros pipas de um líquido pegajoso, visguento e de suspeito aroma.
Fica a diga para a falta de som do guia emudecido.
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