Taí um programa porreta esse da igreja, fazer passeio noturno com jeito de malassombro pelo centro histórico deve ser muito ótimo demais.
Segundo o padre organizador do evento, as pessoas visitarão os túneis, os túmulos dos franciscanos e tirarão a limpo a estória de uma mulher de branco que costuma aparecer no silêncio das noites para assustar os notívagos.
Até lembrei de casos semelhantes que, diziam os mais velhos, aconteciam na minha terra.
Como o daquela vez em que Nêgo do Guirra voltou da roça fora da hora normal e, obrigado a passar por um túnel escuro que havia antes do cemitério, respirou aliviado ao ver uma mulher caminhando à sua frente.
Apressou o passo, emparelhou-se com a dona e começou a puxar conversa. Até que, na frente do cemitério, perguntou se ela não tinha medo de caminhar por ali no escuro da noite.
A mulher, sem levantar a vista, confessou:
- Eu tinha quando era viva.
Amanhã mesmo vou me inscrever lá na Igreja de São Francisco. Quero ser um dos primeiros a ver de perto essa mulher de branco.




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