O guerreiro Zé Silvino
Gostava de vê-lo e ouvi-lo no programa de Luiz Otávio descrevendo detalhes do Canaã, o programa das águas que Wilson Braga delegou-lhe o poder de executar.
Falava com firmeza, sabia o que dizia, convencia.
Naquele tempo Zé Silvino era novo, tinha saúde para dar e vender, empolgava.
Os anos se passaram, reencontrei-o no pilates, ele com 90 anos, alquebrado, lutando para voltar à antiga forma.
Como sempre fez durante toda sua vida, lutou bravamente, não se entregou.
Morreu porque esse é o final de todos nós, o grande final do filme da vida.
Mas não foi um vencido, deu essa colher de chá à morte para não desmoralizá-la perante seus súditos.
E vai subir ao céu como um guerreiro que ganhou todas as guerras e desistiu de ganhar a última por sentir-se no direito de descansar.
