Diz-me com quem andas…
Márcio Canella, gravem esse nome, é o principal articulador político de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, homem de muito dinheiro, tão rico quanto Vorcaro e, segundo a PF, tão criminoso quanto.
Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e figura central na articulação do União Brasil fluminense, foi preso na Operação Unha e Carne sob a acusação de integrar um esquema que movimentou bilhões e mantinha conexões com milícias e com a cúpula da Polícia Civil.
A relação entre os dois não era meramente protocolar: além de principal fiador da candidatura de Canella, Flávio colocou a própria mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente na chapa do parlamentar, selando um vínculo orgânico e familiar com o investigado.
A prisão desmoraliza a bandeira da segurança pública empunhada pelo senador no segundo turno e recoloca Flávio Bolsonaro no centro do noticiário policial, escancarando a contradição de quem prega ordem nas redes sociais enquanto divide palanque e poder com o submundo da contravenção.
Só para refrescar a memória dos esquecidos, Canella foi o segundo deputado mais votado no Rio de Janeiro e foi também pré-candidato a senador, com o apoio do amigo Flávio, que inclusive lhe emprestou a própria mãe para ser sua suplente.

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