Domingo, 4 de outubro de 2026 Texto
Política

Lucas faz barba, cabelo e bigode e não precisou de prestígio de cacique para se eleger

Eleito com  64,41% dos votos, o que equivale a 1.233.120, Lucas Ribeiro não chegou ao Palácio apenas por ser filho de Daniela, neto de Enivaldo e sobrinho de Aguinaldo. Ele se apresentou como governador de fato e de direito, seu discurso era forte, nos debates não tremeu diante dos experientes Cícero Lucena e Efraim Filho, embora tenha recebido votos por ser bonito, como bem frisou Neide, nossa Secretária, quando comunicou sua preferência para governador em Lucas “porque ele é muito bonito”.

Tem uma esposa que faz toda a diferença: bonita, jovem, inteligente, com uma história triste de infância para contar e uma vontade enorme de fazer pelos outros o que fizeram por ela.

Não venham dizer que Lucas se reelegeu montado no prestígio de João Azevedo, porque não é verdade. João, quando disputou a reeleição, perdeu para Pedro Cunha Lima em João Pessoa, em Campina, em Cabedelo, em Bayeux, em Santa Rita e no Conde. Só não foi derrotado porque foi salvo pelos votos do sertão.

Lucas fez barba, cabelo e bigode, ganhou aqui e em alhures, venceu e convenceu, vai governar com a autoridade máxima e tem tudo para se transformar numa grande liderança , basta não baixar o cangote para os que se acham donos da sua vitória.

Quanto a Cícero, lamento o resultado. Tem uma história bonita na política e não merecia um fim tão triste. Foi vítima da criminalização da política, virou bandido sem ser condenado, sequer julgado, como aconteceu com outros políticos do nosso Estado.

Baixar a cabeça? De jeito nenhum. Depois da tempestade vem a bonança. Ricardo Coutinho foi massacrado do mesmo jeito, curtiu sua quarentena e volta ao cenário como o terceiro mais votado do pleito.

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