Ofensa à memoria do general.
Por Alexandre Moca
Se fossemos fazer uma analogia como essas que andam sendo feitas atualmente no âmbito da política, do tipo soldados de Lula, general Janones e outras, diria que Zenóbio Toscano foi um dos grandes generais da redemocratização do país.
Diga-se de passagens, não me encantam tais analogias, uma vez que remetem à memória da ditadura.
Me encanta muito menos o que aconteceu esta semana, quando o falecido general Zenóbio teve a sua história vilipendiada. O legado de um dos mais importantes homens públicos da Paraíba das últimas quatro décadas, foi entregue de forma submissa, de mão beijada, a um cabo da polícia feito deputado, de declarada tendência nazifascista.
Registre-se nos livros de história, com a tinta feita das cinzas do ínclito general, esse capítulo melancólico encenado por aqueles que conspurcaram a memoria de tão ilustre paraibano, de tão honrado guarabirense.
Tomara que não seja exatamente esse cabo, o incumbido de fechar o Supremo Tribunal Federal, instituição que com todos os seus problemas na atualidade, nos salvou da pandemia e da tentativa de mais um golpe, nos quais os Bolsonaro foram omissos e protagonistas, respectivamente.

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