




Ramalho Leite, se fosse prefeito, cobraria taxas diferenciadas para as licenças de prédios em construção na cidade de João Pessoa. Os que adotassem nomes brasileiros pagariam menos, os americanizados pagariam quatro vezes mais.
Talvez não resolvesse, o nosso povo adora um amostramento, mas pesaria no bolso dos vaidosos que resolvessem chamar seus edifícios de home isso e home aquilo, como se vê atualmente na cidade.
Andei alguns metros pela Fernando Luiz Henrique, uma das principais avenidas do Bessa, tomada por edifícios suntuosos, a maioria batizada com nomes estrangeiros.
Um tal de “Amares By Seory” se confronta com um “Simonetto”, lá adiante está “Domino´s Pizza” emparedado com “Get. By side”, que fica vizinho a um tal de “RK Mobile Design”. Até o local onde as mulheres pintam as sobrancelhas americanizou. Se chama “Depyl Action”.
E olhem que isso eu vi durante um percurso curto, feito a pé. Imagine o que eu encontraria se fizesse uma varredura.
Pena que Ramalho, aposentado, não pense em se candidatar a prefeito. Me disse hoje que vai se mudar de vez para Bananeiras “e ficar mais perto do cemitério”.




4 Comentários
ONDE HÁ ESSAS PLACAS QUE NÃO SEI LER E IGNORO A LÍNGUA EM QUE FOI ESCRITA, NÃO ENTRO PORQUE NÃO POSSO PROCURAR AQUILO QUE NÃO CONHEÇO. SE HOUVER MISTURA DA DITA LÍNGUA COM A PORTUGUESA, PIOR AINDA, POIS MANIFESTA IDEIA DE POBREZA VERNACULAR. SE TEMOS A PALAVRA EM NOSSO IDIOMA, NÃO FAZ SENTIDO SE UTILIZAR DO ALHEIO. FICO, POR VEZES REFLEXIONANDO SOBRE A MANIA DE QUEM NÃO CONHECE O TEMA FAZER CRÍTICAS, POR EXEMPLO, AO USO DA LINGUAGEM JURÍDICA CORRETA MAS QUE NÃO OFERECEM A DEVIDA IMPORTÂNCIA E RESISTÊNCIA EM RELAÇÃO AO ESTRANGEIRISMO E AO EMPOBRECIMENTO PELA NÃO UTILIZAÇÃO DA LÍNGUA NACIONAL. NÃO É RARO VER IGNORANTES CRITICANDO ALGUÉM POR FALAR CORRETAMENTE. DIZEM QUE O ALVO DA CRÍTICA FALA DIFÍCIL, QUANDO DEVERIAM PROCURAR AO MENOS CONSULTAR O DICIONÁRIO E BUSCAR INFORMAÇÃO SOBRE A PALAVRA QUE DESCONHECEM. HÁ ESTUDIOSOS QUE NOS INFORMAM SER UMA DAS FORMAS DE SE DESTRUIR UMA CULTURA, “MATANDO” SUA LÍNGUA.
NOS EUA, POR EXEMPLO, NÃO SE OBSERVA A PROFUSÃO DE PLACAS E INDICATIVOS EM NOSSO VERNÁCULO …
QUEM PRETENDER SE COMUNICAR POR LÁ, QUE APRENDA A FALAR NA SUA LÍNGUA DE APARÊNCIA POBRE E ENROLADA.
SEU VAVÁ ESTAVA, E PELA MÚSICA, ESTÁ CERTO.