Fosse no tempo das boas brigas, não deixaria passar em branco, mas agora só quero sombra e água fresca. Brigar pra que? O pau sempre quebra no espinhaço do mais fraco, já provei da fruta, provei e não gostei, é amarga, indigesta, sem sabor de quero mais.
O magistrado é dono de hotel, está provado, mas ninguém liga. Acabou o tempo das grandes exigências. Nem castigo lhe deram, tiraram de suas costas a obrigação de investigar e tiraram dos investigadores o poder de investigar o erro. Arquive-se, determinou a otoridade. E não se fala mais nisso.
Ainda lembro da sentença do ministro que absolveu o senador dizendo que ele estava no exercício do mandato ao chamar o cidadão comum de “lambe ovo”. Mas por muito menos a chibata da lei caiu no lombo de quem se atreveu chamar a loira de galega.
Então, sombra e água fresca é a pedida. Dom Quixote já era. Se tiver uma vaguinha de Sancho Pança ainda há a possibilidade de reconsideração. Mas como é sabido, a fila é longa, principalmente agora com as zinleições à porta.




2 Comentários
É isso aí meu grande. Sombra e água fresca nunca fez meu a ninguém. Felicidades sempre.
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