
Fiz dde famosa pousada de Bananeiras meu pouso, isso desde quando ela era simples, sem os luxos de agora. Foi a partir do lançamento de um livro meu, em concorrida festa abrilhantada pelo violão do saudoso Elpídio.
Dali parti para ter uma casa na cidade. E quando chegava em Bananeiras, não abria mão do jantar na dita cuja.
A pousada cresceu, virou hotel de luxo, o point dos ricos de lá e de alhures.
E, como sabemos, rico não gosta de pobre, mesmo que esse pobre seja rico.
Explico: Tem pobre que não deixa de ser pobre de jeito nenhum. Pode ganhar na mega-sena, pode ficar cheio da nota, mas vai carregar sempre a imagem do pobretão. Principalmente se for uma pessoa autêntica, sem frescura, sem maguiagem.
A governadora do Rio Grande do Norte saiu pobre da Paraíba, foi morar no vizinho Estado, trabalhou, batalhou, se fez grande, virou política, foi senadora e governadora eleita e reeleita. Mas nunca abandonou o jeito de pobre. E foi isso que ela ostentou na pousada ao dar depoimento sobre sua passagem pela terra de Ramalho Leite.
Os frequentadores não gostaram da presença de Fátima, ameaçaram boicotar o hotel, e a dona do hotel, coitada, com medo de perder a freguesia, apagou os comentários e o vídeo com a governadora.
Ainda bem que deixei de ir lá já faz um tempinho.




1 Comentário
[…] Link da fonte aqui! […]