Estamos em campanha, o Brasil está, a Paraíba idem. Falo de campanha política. No Brasil, a luta pela Presidência. Aqui na Paraíba, a eleição para governador. Os personagens estão postos e ao redor deles os cabos eleitorais e os eleitores. Estes últimos, apaixonados, se armam e se dispõem à guerra, o objetivo é vencer, entronizar o ídolo, elege-lo.
Os tempos modernos tiraram um pouco da valentia que existia no passado. Mas de vez em quando a gente vê alguém puxando o revólver e chamando o rival para a luta.
Sem contar os que apostam dinheiro, casa, mulher e até os cus na vitória do seu candidato.
Certa vez apostei um carro. Me arrependi, desfiz a oferta e fui chamado de frouxo. Fiz bem, mais vale um frouxo andando de carro do que um valente andando a pé.
Com o calor da campanha, reaparecem os personagens famosos, tipo aquele que carrega o candidato na cacunda só para ficar com a nuca cheirando a cunhão.
Tem também o chaleira que pede para cair no lugar do ídolo quando ele dá uma topada.
Ainda bem que aquele fulano se aposentou e não oferece mais a mulher como moeda de troca. A pobre também não aguentaria mais o tranco. Tá só o coió.
Se vou entrar na briga? De jeito nenhum. Passei dos 70, estou desobrigado pela Justiça Eleitoral.
Repasso a obrigação aos mais novos, eles são mais sabidos, sabem cobrar, não deixam barato. E são tão infiéis quanto seus patrões.




Sem Comentários