O São João começou quente em Campina. Os políticos, ávidos por votos, vestiram as camisas listradas e invadiram o Parque do Povo, apertando mãos, abraçando, dando tapinhas, comendo canjica, pamonha, milho cozido, bolo de caco, angu, cuscuz de vários sabores, sacrifício enorme, mas tudo válido pela conquista do eleitor, o objeto de desejo que aflora na caixa dos peitos do candidato à cada dois anos.
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E a pisada vai ser essa daqui até o dia 28, véspera de São Pedro, que vem depois do dia 24, véspera de São João.
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A coisa está pegando fogo, daqui pra Brasília e de Brasília pra cá o trunfo é pau. Lá no Distrito Federal os filhos de Bolsonaro festejam as diabrites de Trump, Lula reage chamando-os de “inimigos da Pátria”, o povo, ao que parece, entende desse jeito também, pesquisa do Data Folha dá mais de 60 por cento dos brasileiros achando que os filhos do mito trairam o Brasil, vamos esperar o desenrolar dos acontecimentos, as urnas dirão.
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Por aqui também não há amaciamento. Até causos mortos e sepultados estão ressuscitando, vindos do além para atormentar a vida de alguns políticos.
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Eles, que são grandes, que se entendam.
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O voto silencioso, aquele guardado debaixo de sete capas e trancado a sete chaves, vai surpreender muita gente. Deixa estar.
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Apareceu uma bela moça, das ciências medicinais, cuidando de um político de projeção lá nas Brasílias. Falam de namoro. E dizem que é nossa conterrânea.
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Cala-te boca!
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O amor é lindro, mesmo sendo de vrido.
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Um deputado metido a machão vive metendo o pau em todo mundo, mas quando recebe uma crítica vai às redes sociais dizer que o jornalista está querendo lhe dar o Ó.
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Ainda bem que não voltará à ribalta, o povo está abrindo o olho, o eleitor não é burro.
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Ou melhor, está deixando de ser.
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O ex-prefeito Ricardo Pereira, de Princesa, sabe matar na unha. Quanto mais batem nele, ele reage com ironia e inchando os bofes dos agressores.
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Não se surpreendam se alguém estourar de raiva.
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Feito sapo cururu.
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Ou perereca de açude.
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Ou peixe baiacú.
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Tinha esquecido, mas aquele condenado vai cumprir a pena em casa, em prisão domiciliar.
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Assim é muito ótimo demais.
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O preso pediu prisão domiciliar,a justiça negou.
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As vezes é melhor ficar na cadeia mesmo.
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Em casa tem sempre alguém gritando e fazendo raiva.
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Sem contar a obrigação de lavar os pratos e recolher o cesto de papel higiênico.
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Watteau era um rapaz novo, a leucemia é voraz.
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Lembrei que ele era genro de Lourenço Marsicano.
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Marsicano, da velha e inesquecível Câmara de Derivaldo Mendonça, Heraldo do Egito, Manoel Jaburu, Mário da Gama e Melo, Madalena Alves, Gerson Gomes de Lima, Genivaldo Fausto e Milton Ferreira.
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Tem um dirigente de órgão dando expediente no cafezinho do Manaíra. Enviaram a foto dele. Dali saem as ordens e as desordens.
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O repórter Chico Pinto está preparando a matéria.
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Eu não digo nada, só “oiço”.
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O Ministério Público de olho nas festas juninas, quer evitar o uso político dos eventos, até filmagem dos shows exigiu.
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A cobra vai fumar.
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Viuge!
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Inté.




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