A CHAPA DE BIU
A propalada e decantada valentia de Biu Capenga foi posta à prova naquela viagem entre Camalaú e Campina Grande.
No meio do percurso, cansado de tantos catabios, adormeceu e roncou.E entre um ronco e outro, deixou escapulir a chapa que adornava a parte superior da boca.
Na parada em Soledade para o tradicional café com cuscuz, Biu sentiu a falta da dita cuja e achou que a engolira.
Perdeu a cor, o suor começou a descer, passou mal. Só pensava na dentadura invadindo o bucho e, mais ainda, saindo dele com os dentes afiados mordendo onde não devia.
Toda a sua valentia desmoronou diante da tragédia, ficou tonto, quase desmaiado.
Até que veio a salvação: o menino que sentava na cadeira ao lado viu a chapa cair. E, apontando o dedo, revelou onde ela estava: debaixo da poltrona, entre o macaco e a chave de rodas.
Biu suspirou aliviado, botou a chapa na boca, redquiriu a valentia e foi comer cuscuz.
RELEMBRANDO A COVID
Wilson e Lúcia Braga foram tudo na Paraíba e mereciam uma despedida apoteótica, como as que tiveram José Américo, Humberto Lucena, Tarcísio Burity, Ronaldo Cunha Lima, Ruy Carneiro e Antônio Mariz. Mas eles foram sepultados às escondidas, na boca da noite, para não contaminar com o vírus da Covid os que, se fossem avisados, iriam lhes dar o derradeiro abraço.
E o que dizer de Zé Maranhão, o mestre de obras, três vezes governador da Paraíba, levado às escuras para sua terra, onde repousa depois de morto pelo vírus infernal!
E tem mais gente, João Henrique, o deputado de Monteiro, o jovem advogado e promissor empresário Marcelo Figueiredo, a filha do meu amigo Severino Nunes, meu conterrâneo Chota, todos vitimados pela Covid e enterrados às escondidas como se filhos bastardos fossem.
Ao leitor sugiro perguntar aos familiares de quem morreu porque não havia vacina para combater o mal, se perdoam e aceitam como normal o comportamento de quem tinha a obrigação de enfrentar a pandemia e, em vez disso, ficou passeando de moto, de jet sky e debochando de quem estava doente.
Certo, comprou a vacina, mas o fez obrigado por decisão judicial, tipo aquela “ou compra ou vai pro xilindró”.
QUE VENHA HELENA
Emília, nossa neta, recebeu amigas e familiares para o chamado “Chá de Bebé”. Todos foram dar as boas vindas a Helena, nossa bisneta que chegará em agosto, daqui a menos de um mês. Que venha linda como linda é a mãe.
E PINTO?
Quem pergunta é o jornalista e advogado Cícero Lima: “Será que lembraram de Pinto do Acordeon nesse monte de festa junina que fizeram pelo Estado?”
Eu acho que não. Pinto morreu. E quem ficou com a obrigação de lembrá-lo está mais preocupado com a política do que com a música.
BURAQUEIRA
Claro, a culpa é da chuva, que continua caindo intensamente. Mas com culpa ou sem culpa, merece registro o estado da estrada que liga Sapé a Bananeiras. A buraqueira é grande. Naquele contorno de Guarabira o que mais se vê é buraco. O trecho entre Mari e Sapé é de cortar coração. Até a estrada renovada entre Bananeiras e Belém está de pau pra acabou-se.




1 Comentário
Essas estradas esburacadas é o reflexo do descaso nas obras do governo do estado da Paraíba, principalmente no governo do senhor Ricardo Coutinho, onde apenas 60% da camada asfáltica era colocada.