
Aprendi a ler na escola de Dona Alice Maia, que funcionava na sua própria residência. Dona Alice morava com Quina, sua irmã e com o pai, Padre Maia.As duas irmãs eram solteironas.
Dona Alice também me ensinou a tabuada. Ainda hoje escuto a sua voz cantando 9×9, 7×7, 5×5 e assim por diante.
Gabava-se de ter ensinado muita gente importante da cidade a ler.
E usava a palmatória para estimular o aprendizado dos seus alunos.
Depois de Dona Alice, fiz o antigo curso primário no Grupo Escolar Gama e Melo. Nessa escola tive como professoras Maria Belim, Aretuza Marrocos, Dona Titica, Dona Maria de Pompílio e Dona Clemens Maia. Dona Clemens me reprovou na segunda série e quase levei uma surra. A culpa foi minha. Vagabundei em vez de estudar.
O curso ginasial foi no Ginásio Nossa Senhora do Bom Conselho. Os meus professores no Bom Conselho foram Pai Zé, Dr. Zezito, Dona Lucina, Dona Marisa, Dona Licor Henriques, Dona Maria Mandu, Dona Marluce Almeida e Dona Nilva Carlos. Também fui reprovado na segunda série em matemática.
Nunca gostei de matemática. Tanto isso é verdade que, no segundo grau, optei pelo curso Clássico por não ter, na sua grade, matérias como matemática, física, química e biologia.
A partir do ginásio, abandonei a minha fase “tai de faca” e comecei a me enfronhar na chamada sociedade de Princesa. Já dançava nos assustados, as namoradas apareceram, me tornei ator de teatro e músico e fiz amigos que habitavam o outro lado da cidade, a exemplo de Diu de Severino Almeida, Veronese Lima, Marçal Lima, Alexandre e Guilherme Maia, Carlos Eduardo Pata Choca, Antônio Lira, os irmãos Fernandes, José Adaino, Richomer Barros, Neno de Mirabeau, Cícero Barros, os filhos de Dona Nadir, Dinalvo Carlos, José Valter, José William e Pirrita, filhos de Valter Alfaiate, Dominguinhos, Sales Cordeiro, Afonso Antas, Edvaldo Rosas, Antônio Laurindo, Damião Antas, Geraldo Rodrigues, Andrade Marrocos e Pacu Teodósio, entre outros, mas não deixei de conviver com meus amigos do Cancão, onde continuei morando.
Fui por várias vezes escolhido para discursar, em nome da escola, no 7 de Setembro, mas confesso que não escrevi os discursos. Eles foram escritos por Ada Barros e por Wilma Lima.




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