Meus amigos, minhas amigas, bom início de semana a todos. Aqui estou eu, pasmo, sem entender mais nada da política tanto da terrinha quanto do resto do país. Ninguém é de ninguém, mas todos são de todos. O período acende o viço próprio da época, o amor está no ar. Candidatos há para os gostos refinados do eleitor e, mais ainda, para a fome insaciável do cabo eleitoral. E a partir daí, o céu é o limite.
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Olha o exemplo da minha terra, a outrora gloriosa Princesa de Zé Pereira, de Nominando Muniz, de Aloysio Pereira e de Antônio Nominando (o velho). Em tempos idos e vividos, a cidade se dividia, o eleitor votava no candidato “de doutor Ontonho” ou no candidato de “doutor Aluizo”. Mas agora…
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Numa rápida passada de vista pelo quadro que se apresenta naquelas plagas, vejo consumada a invasão que se tentou em 30 e não aconteceu por causa da resistência dos chamados “defensores da cidadela sitiada”.
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Agora tem invasor para todos os gostos. Até Wilson Santiago, que nunca havia passado por lá, estacionou sua veraneio na Serra do Gavião e jura ser um dos parentes mais próximos do coronel Marcolino, que antes de se apossar das terras de Princesa fora influente morador de São João do Rio do Peixe.
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Tem mais: Fábio Tayrone pegou uma fatia dos votos que estariam nas posses do ex-prefeito Dominguinhos e do candidato a representante da família Diniz, Geovanni Nominando. Esse grupo, não satisfeito com a importação do candidato de Sousa, também importou Tibério Limeira direto do Bairro dos Bancários.
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Outra banda dos Diniz vai de Michel Henrique, enquanto o povo do prefeito Garrancho e do ex-prefeito Ricardo Pereira repete a dobradinha de várias eleições, Hugo Motta e Hervásio Bezerra.
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No caso dos Nominando, a curiosa divisão: Flora, ex-deputada e esposa do ex-prefeito Sidney Oliveira se anuncia herdeira política do cacique Nominando. Giovanni, sobrinho de Flora, filho de Doutor Dedé, diverge e recebe o apoio do conselheiro aposentado, primo e ex-deputado Antônio Nominando Filho.
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Como se vê, uma salada para os gostos mais apurados.
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Enquanto isso, no cariri, a ciumeira dos pretendentes a uma cadeira na Assembleia veta a presença do único deputado com mandato na região. Doutor Romualdo, majoritário, foi impedido de discursar durante a passagem da caravana do governador Lucas por Serra Branca e Monteiro.
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Deram vez a Wellington Roberto, que, dizem, tende a votar em Bolsonaro.
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Mais interessante ainda foi o discurso de Murilo Galdino em Catolé do Rocha ao lado do candidato Efraim, embora ele, Murilo, garanta com todo ímpeto do seu coração varonil que vota em Lula da Silva.
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O amigo Tadeu Florêncio, tetéu feito eu, avisa que explodiram um posto de gasolina lá pras bandas do Castelo Branco.
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Um começo de semana estrondoso.
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O velho passarinho voador apareceu sem ser alma. Veio dizer que há investigação ministerial para apurar licitações nada republicanas por órgãos públicos, na modalidade presencial (física), passíveis de fraude e combinação dos resultados.
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Segundo o passarinho, uma empresa que possui nome de carro de corrida estaria em mira do grid de largada. O órgão público sob investigação se anuncia como defensor dos carentes e hipossuficientes. O moído é grande.
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E eu vou me calar, esse negócio de falar com passarinho não tem muito futuro. Todo passarinho é voador e adora xerém.
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Inté.




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