A dança que Flávio Bolsonaro apresentou no tablado da filiação de Efraim, em João Pessoa, me fez lembrar Chico Raposa, ilustre conterrâneo que se postava na frente da loja de João França para dançar ao som da radiola três em um que João ligava nos dias de feira para chamar a freguesia.
Chico era um moreno puxado para africano, barbudo, com jeito de doido. Mantinha sempre um palito de fósforo na boca e dançava dando pulinhos, feito Flávio Bolsonaro.
A sensação foi maravilhosa. Voltei aos tempos de juventude, aos tempos de Chico Raposa. E fiquei a montar um quadro de dançarinos que poderiam abrilhantar ainda mais a performance do filho do capitão. Já imaginaram ele no centro e ao redor, de mãos dadas, Nilvan Ferreira, Marcelo Queiroga, Bruno Cunha Lima, Valber Virgulino e Cabo Gilberto cantando “atirei o pau no gato”!
Claro, a comparação com Chico Raposa é só ilustrativa, Chico era mais elegante, botava o dedo polegar no nariz e saía em linha reta na direção da rua, de repente voltava de ré mantendo a pose. Acho que Michael jackson mirou-se nele para inventar aquela dançinha de ir e vir que ficou não famosa nos quatro cantos do mundo.
Mas falemos de Flávio, o rapaz até que se esforçou, balançou os braços, deu pinotes, até pensei que ele, no auge do entusiasmo, desse uma cambalhota, mas aí seria esperar demais. Aguardemos as próximas apresentações. Quem sabe, desta vez com o espírito de Chico Raposa incorporado nele!




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