Quando ele anunciou que estava aposentado até da advocacia, questionei: Como pode!?
E tinha motivos para isso.
Irapuan Sobral é novo ainda, está na “fulô da idade”, sua bagagem jurídica não poderia ficar escondida no baú da inatividade, tinha gente precisando dele. E como tinha!
O conheci garoto, comandando polêmicas nos umbrais da Assembleia Legislativa.
Dali se estendia ao boteco de Dona Chiquinha, onde nos juntámos para ouvir o fole de Zé Duda e comer cuscuz com carne de bode.
Cresceu, mudou-se para Brasília, brilhou no Planalto Central, os ministros do Supremo o cumprimentavam respeitosamente.
Nos encontramos lá, foi meu cicerone, levou-me para comer coisas do Nordeste numa conhecida feira, ele pilotando seu jipe branco, eu e Miguezim de passageiros.
Morava em frente à Embaixada do Piauí, o bar mais simpático de Brasília e dava-se ao desfrute de ser vizinho do ministro do Supremo, o famoso Joaquim Barbosa.
Um dia retornou, aposentado, passou a morar na beira do mar, a caminhar pelas areias do Bessa, a se encontrar com a turma para troca de ideias, a viver o “dolce far niente”.
Mas eu dizia sempre: o Direito não merecia ser abandonado por tão jovem cultor.
De tanto ouvir lamentações do tipo, Irapuan resolveu repensar. Está de volta ao batente, vai advogar de novo, não nas coisas miúdas, mas nas importantes causas do Tribunal Eleitoral, do Tribunal de Justiça, do Tribunal do Trabalho, do TRF do Recife e, se for o caso, das Côrtes maiores de Brasília.
Aleluia!




2 Comentários
Eita!
Tião, você sempre no mesmo estilo: Tudo é notícia.
Sim! Depois de um longo período sabático, voltarei a “residir nos tribunais”, como dizia o nosso dr. Judivan.
Obrigado, amigo.
BOM RETORNO …