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As primeiras do dia

6 de janeiro de 2026

Parece caso pensado, com jeito de quem quer acabar com a imagem da cidade, só pode. João Pessoa cheia de turistas, transformada na namoradinha do Brasil, é invadida pelos esgotos. As praias se transformam em fossas fedorentas, as águas ficam turvas, os visitantes se assombram, a catinga toma conta do espaço sideral.

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É coisa de quem quer mudar a cena do próximo capítulo, de gente incomodada, disso eu tenho absoluta certeza.

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O problema do lançamento de esgoto na orla de João Pessoa se arrasta há anos sem solução definitiva.  A Prefeitura de João Pessoa atribui a responsabilidade à Cagepa, enquanto a estatal devolve a culpa ao município. O resultado é um jogo de empurra vergonhoso, com prejuízo ao meio ambiente, à saúde pública e à imagem da cidade – e nenhuma providência concreta.

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Pensamento do sempre lúcido desembargador Zeca Porto: “Malandro político não erra, reinterpreta”.

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Ainda bem que na Paraíba não tem malandro político, os suspeitos, ainda não registraram candidaturas.

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Luiz Couto condiciona uma reaproximação com Ricardo Coutinho a um pedido de perdão. Ou seja, Ricardo tem que pedir perdão a Luiz Couto por quase tê-lo feito senador da República, dado a ele casa, comida e roupa lavada enquanto foi governador e tratado o deputado com o respeito que lhe negaram os que hoje ele abraça com tanto amor e carinho.

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Ricardo deveria, isto sim, deixar de prestigiar certo tipo de gente.

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Mas um dia ele aprende.

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Porto de Galinhas está um terror. Primeiro foi a surra que deram em dois turistas, agora é outro, assassinado a tiros dentro de um restaurante.

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Viva João Pessoa.

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De Miguezim de Princesa, sempre atual:

Zezinho Patriota espera Trump, arreganhado

Miguezim de Princesa

I

Seu Zezinho Patriota

Ouvia rádio no escuro,

Numa cadeira de balanço,

Encostada atrás do muro,

Quando escutou a notícia

De que foi preso o Maduro.

II

Ele ficou de pau duro,

Tão grande foi a emoção,

Esperançoso que Trump,

Num rompante de Sansão,

Invada logo o Brasil

E dê um golpe de mão.

III

Correu e disse a Zabé:

– Por mim eu deixo ele entrar.

Tu também deixas, mulher?

Só ele pra nos salvar,

Depois de prender o Lula

E Bolsonaro soltar.

IV

– Só Trump para parar

Essas crises de soluço.

Ele entra, cura tudo,

Eu me engasgo, mas não tusso.

Disfarço, ao entrar o grosso,

Dançando pagode russo.

V

– Adeus crise de soluço,

Adeus golpe malfadado,

É o fim do chororô,

Pode vir com seu cajado

Que o velho Zé Patriota

Te espera, arreganhado!

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E com essa eu me vou-me a mim.

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Inté.

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1 Comentário

  • Reply Sebastião Gerbase 6 de janeiro de 2026 at 16:13

    Hoje o Tião foi-se a si muito cedo

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