Parece caso pensado, com jeito de quem quer acabar com a imagem da cidade, só pode. João Pessoa cheia de turistas, transformada na namoradinha do Brasil, é invadida pelos esgotos. As praias se transformam em fossas fedorentas, as águas ficam turvas, os visitantes se assombram, a catinga toma conta do espaço sideral.
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É coisa de quem quer mudar a cena do próximo capítulo, de gente incomodada, disso eu tenho absoluta certeza.
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O problema do lançamento de esgoto na orla de João Pessoa se arrasta há anos sem solução definitiva. A Prefeitura de João Pessoa atribui a responsabilidade à Cagepa, enquanto a estatal devolve a culpa ao município. O resultado é um jogo de empurra vergonhoso, com prejuízo ao meio ambiente, à saúde pública e à imagem da cidade – e nenhuma providência concreta.
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Pensamento do sempre lúcido desembargador Zeca Porto: “Malandro político não erra, reinterpreta”.
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Ainda bem que na Paraíba não tem malandro político, os suspeitos, ainda não registraram candidaturas.
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Luiz Couto condiciona uma reaproximação com Ricardo Coutinho a um pedido de perdão. Ou seja, Ricardo tem que pedir perdão a Luiz Couto por quase tê-lo feito senador da República, dado a ele casa, comida e roupa lavada enquanto foi governador e tratado o deputado com o respeito que lhe negaram os que hoje ele abraça com tanto amor e carinho.
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Ricardo deveria, isto sim, deixar de prestigiar certo tipo de gente.
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Mas um dia ele aprende.
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Porto de Galinhas está um terror. Primeiro foi a surra que deram em dois turistas, agora é outro, assassinado a tiros dentro de um restaurante.
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Viva João Pessoa.
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De Miguezim de Princesa, sempre atual:
Zezinho Patriota espera Trump, arreganhado
Miguezim de Princesa
I
Seu Zezinho Patriota
Ouvia rádio no escuro,
Numa cadeira de balanço,
Encostada atrás do muro,
Quando escutou a notícia
De que foi preso o Maduro.
II
Ele ficou de pau duro,
Tão grande foi a emoção,
Esperançoso que Trump,
Num rompante de Sansão,
Invada logo o Brasil
E dê um golpe de mão.
III
Correu e disse a Zabé:
– Por mim eu deixo ele entrar.
Tu também deixas, mulher?
Só ele pra nos salvar,
Depois de prender o Lula
E Bolsonaro soltar.
IV
– Só Trump para parar
Essas crises de soluço.
Ele entra, cura tudo,
Eu me engasgo, mas não tusso.
Disfarço, ao entrar o grosso,
Dançando pagode russo.
V
– Adeus crise de soluço,
Adeus golpe malfadado,
É o fim do chororô,
Pode vir com seu cajado
Que o velho Zé Patriota
Te espera, arreganhado!
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E com essa eu me vou-me a mim.
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Inté.




1 Comentário
Hoje o Tião foi-se a si muito cedo