As primeiras do dia
A Câmara Municipal de João Pessoa se prepara para eleger um novo presidente, e, como nas vezes anteriores, os candidatos se movimentam, dentre eles o que se apresenta como o favorito dos favoritos, João Corujinha, com apoio de vários vereadores, etc e coisa e tal.
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Para quem não conhece os bastidores da Câmara pessoense, a movimentação em torno de Corujinha o transforma em franco favorito, em inquestionável eleito. Mas eu, que já vi ali na Câmara até onça beber água, recomendo cautela e barbas de molho.
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Já vi muitos candidatos dormirem eleitos e acordarem derrotados por quem eles tinham como eleitores de cabresto.
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Relembro o caso de Derivaldo Mendonça, que chegou a mandar lavar o carro oficial, único de representação que existia na Câmara, para no dia seguinte após a eleição ir a Campina Grande informar a Ronaldo Cunha Lima, a quem devotava amizade eterna, da sua eleição.
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Edmilson Lucena, então coordenador de comunicação da Câmara Municipal, estava no Cassino Lagoa e foi informado sobre uma reunião de Wilson Braga com o pessoal de Lourenço Marsicano, mas como não tinha celular nesse tempo, nem como conversar com Derivaldo, esperou o dia seguinte.
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Quando chegou na Câmara, encontrou Derivaldo todo paramentado e avisou: “A coisa mudou aqui na Câmara”. Derivaldo respondeu: “Você tá é doido”. Tava não. Derivaldo perdeu por um voto, que foi o de Marsicano, eleito.
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Manoel Jaburu derrotou Heraldo do Egito. A diferença foi também de um voto, o do próprio Jaburu.
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Nadja Palitot era a favorita em 2004, apoiada pelo prefeito Ricardo Coutinho. Até café comemorativo contratou. Foi dormir, quando acordou descobriu que o presidente da Câmara não era ela e sim ele, Professor Severino Paiva.
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Paiva queria ser secretário de Educação da Prefeitura. Na véspera da eleição foi informado que não poderia assumir por existir compromisso do prefeito com outro nome. Quando soube disso, mandou um assessor procurar o vereador Padre Adelino, articulador da oposição, para informar que aceitava ser candidato na chapa como presidente. Aceitou e se elegeu. Com o voto dele de maioria.
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Na Câmara de João Pessoa é assim: compromisso a longo prazo, nem pensar.
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Tem que ser no quente, qui nem café coado.
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Flávio Bolsonaro impôs condições a Lula para aceitar seu desafio de areganhar os sigilos bancários e telefônicos: Abrir os segredos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, e os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.O candidato do PL também pediu a divulgação dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, além dos gastos de Janja com o cartão corporativo e os ganhos de Lulinha.
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O presidente Lula aceitou. E aceitou por escrito, com direito a comunicação ao TSE.
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Agora resta a contrapartida.
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Será que Flávio vai topar?
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Ou dará mais uma desculpa esfarrapada?
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Pense num cabra dissimulado!
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Já que Flávio Bolsonaro está levando Pablo Marçal para os debates, sugiro a Lula que leve Datena, com cadeira e tudo.
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Seria a “Cadeirada Dois – A Missão”.
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Inté.

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