Diante de denúncias de atrasos salariais, falta de profissionais e risco de paralisação dos serviços, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB) protocolou um requerimento na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) cobrando esclarecimentos do Governo do Estado sobre a situação do Hospital Regional de Guarabira, unidade de referência para o Brejo Paraibano.
O documento é direcionado à Secretaria de Estado da Saúde e à Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PBSaúde) e questiona, entre outros pontos, os atrasos no pagamento dos médicos, que já chegariam a aproximadamente sete meses. A parlamentar também manifesta preocupação com a possibilidade de interrupção dos atendimentos e com os inúmeros relatos de problemas enfrentados pela população que depende exclusivamente do hospital.
Camila Toscano solicita ainda informações detalhadas sobre o quadro atual de profissionais médicos e a carência de especialistas em áreas essenciais, como obstetrícia, neurologia, ortopedia e radiologia, esta última fundamental para a emissão de laudos de tomografia.
Outro ponto destacado no requerimento é a ausência de médicos obstetras, situação que tem obrigado a transferência de gestantes para municípios como Mamanguape e Belém, expondo mães e bebês a riscos desnecessários. A deputada também cobra explicações sobre quais medidas estão sendo adotadas pelo governo para melhorar o atendimento, ampliar o número de leitos e garantir a humanização dos serviços prestados.
Segundo Camila Toscano, as informações solicitadas são fundamentais para assegurar transparência e resguardar o direito da população à saúde. “O Hospital Regional de Guarabira é essencial para toda a região do Brejo, mas o que temos visto são denúncias graves de atraso salarial, falta de profissionais e um atendimento cada vez mais precário. Não podemos admitir que médicos fiquem meses sem receber e que a população sofra com a possibilidade de paralisação dos serviços. Nosso papel é fiscalizar, cobrar providências e defender um atendimento digno e humanizado para todos”, afirmou.
A parlamentar ressaltou ainda que relatos de usuários apontam demora excessiva no atendimento, falta de leitos, precariedade na estrutura e ausência de informações claras aos pacientes e acompanhantes, situações que têm gerado sofrimento físico e emocional à população atendida.
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