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Cuidado com o golpe das panelas

16 de janeiro de 2026

Um grupo bem apessoado de homens e mulheres de Santa Catarina perambula pelos bairros de João Pessoa, do Litoral Sul e das cidades do brejo aplicando o golpe da panela por indução. Eles chegam até você com uma conversa bonita, dizem que precisam vender o jogo de panelas de 22 peças que trouxeram de lá porque o avião não aceita transportar de volta a mercadoria, se você diz que não quer comprar, insistem em fazer uma demonstração com direito a fotos para mostrar aos seus empregadores e caso o amigo concorde com as fotos, lhe chantageiam, dizendo que você comprou, não pagou e por isso vão chamar a polícia.

Aí o amigo, com medo, concorda em comprar.Eles só aceitam se for pelo cartão, recebem o dito cujo, clonam e lhe depenam.

Tudo isso me foi dito por um policial que já está no encalço dos sabidos.

E agora vem a nossa história.

Chegamos, eu e Dona Cacilda, em Bananeiras, fomos almoçar em dona Beta, depois do almoço seguimos para o supermercado que fica próximo ao cemitério, compramos o que estava faltando e, quando saímos, uma linda moça, de quase dois metros, tipo violão, trajando calça comprida, blusa curta e um sorriso nos lábios, fez sinal para ficarmos no carro. Ficamos. Ela veio com a conversa das panelas, dona Cacilda disse que não queria, pediu para irmos ao seu carro do outro lado do estacionamento fazer as fotos, não fomos, ela ficou contrariada e se retirou. Cheguei a ter pena da moça, mas como aqui em casa quem manda é a mulher, aceitei de bom grado o resultado e partimos.

Pegamos uma rua deserta, paralela ao muro do condomínio Águas da Serra, já próximo ao restaurante Celeiro Dona Cacilda pediu para que entrássemos à direita para vermos umas casinhas novas que estão sendo construídas, entramos, rodamos e quando retomamos a rua do celeiro, vimos uma caminhoneta Hilux vindo em nossa direção. No volante estava um jovem, ao seu lado a mesma mocinha  que nos observara dentro do supermercado. E ele:

– Minha esposa abordou vocês agora há pouco sobre as panelas de indução…

E repetiu a ladainha. Dona Cacilda repetiu a dela, mas o homem não desistiu. Mandou que estacionássemos num terreno ao lado e ele iria fazer a volta e nos encontrar para as famosas fotos.

Desconfiamos, eu meti o pé no acelerador, tirei fino em paredes, desrespeitei o limite de velocidade, ganhei a rua do meu endereço, cheguei em casa, guardei o carro e dei ordem ao porteiro:

– Não estou para ninguém. E para homem ou mulher oferecendo panela de indução muito menos.

Varei!

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1 Comentário

  • Reply Hélio Pereira 16 de janeiro de 2026 at 15:44

    A sorte foi dn Cacilda, porque Tião tava doido pra ver o papeiro da jovem senhora.

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