Hosana foi a rainha das noites boêmias de João Pessoa, isso quando a Maciel Pinheiro abrigava os mais disputados e requintados cabarés da cidade. O de Hosana surgiu em 1950 e quem abrilhantou a inauguração foi Nelson Gonçalves no auge da fama.
Nele imperavam o luxo e a riqueza.As meninas dançavam valsas ao som do saxofone de Dedé, trocavam de vestidos todos os sábados e escolhiam com critério quem podia cruzar as portas daquele templo da sedução. Quenga de respeito, diziam. Quenga que sabia tratar o liso e o endinheirado com a mesma dignidade.
Figuras proeminentes da sociedade frequentavam as dependêrncias de Hosana, desde o desembargador ao deputado, mas todos subordinados ao seu comando. Ninguém faltava com o respeito, xeixo, então, era coisa de pobre. O mais ilustre frequentador? O desembargador Júlio Rique, que celebrou ali, de samba-canção e paletó branco, seu aniversário diante da elite enfeitiçada. E discursou em cima do tamborete, iniciando a louvação com um eloquente “Raparigal da minha terra!”




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