Destaques

Domingueiras do Tião

30 de novembro de 2025

ESCREVER POR OBRIGAÇÃO

Francisco Florencio, historiador emérito, não escreve mais por obrigação. Deixei também de fazê-lo. No tempo das redações era um saco ter que sentar diante da máquina a procura de um assunto. Se não o fizesse, não teria salário no final do mês. Agora é aguardar o aleatório assunto e, se não chegar, que se exploda, que se lasque em banda, nada infrói e nada contribói.

Invejo Nonato Guedes, que sempre tem assunto e nunca envelhece, basta conferir as colunas dele no Polêmica Paraíba e em Os Guedes. Mas Nonato é Nonato. Ele, Silvio Osias, Hildeberto Barbosa, Solha, Evandrus Nóbrega e Petrônio Souto conseguem o milagre de driblar o tempo e se manterem na crista da onda. Sim, nesse time também entra Gonzaga, o maior de todos, o adolescente de 91 anos que escreve poesia em forma de prosa e consegue o milagre de ser inimitável.

Faz três dias que uma gripe renitente me persegue. A mim e a Dona Cacilda. Já bebi todo tipo de meizinha, já inventei remédio caseiro, por último aderi ao conhaque de alcatrão de São João da Barra com limão e mel, mas a dita cuja não me larga. E olhem que estou vacinado! “Se não estivesse, com certeza teria morrido”, sentenciou Tadeu Fonfon entre uma  garfada e outra de cuscuz com bode na Feira do Zé Américo. Pode ser, pode não ser, tudo isso é relativo, mas que incomoda, incomoda.

Misturei os assuntos, isso acontece com quem escreve sem se preocupar com os temas. Estou assim agora. O que vier na cabeça, entra no papel. “E é da minha conta?” há de perguntar Edmundo dos Santos Costa, o solanense mais inspirado do Brasil. É, respondo. E se não for, vai terminar fondo.

 

CUSCUZ NA FEIRA

Mesmo com gripe fui à feira do Zé Américo, senti saudades da turma, Tadeu me achou mais gordo, eu disse que era o bucho, maior do que o meu só o de Bibiu. Estavam lá dividindo a mesa Belarmino, Burrego, Tadeu e Edmilson, que é Bibiu para os íntimos.

 

VAVÁ DA LUZ

Impedido por motivos de saúde de ir ao lançamento do livro sobre Tarcisio Burity, o grande Vavá da Luz pede que o represente e adquira um exemplar. Garante que me paga a despesa. Precisa não. Eu vou comprar e lhe dar de presente. Só assim irei ao Ingá, desculpa melhor não há, tô certo ou tô errado Zeca Porto e Pedro Macedo?

Você pode gostar também

1 Comentário

  • Reply Pedro Macedo Marinho 30 de novembro de 2025 at 11:02

    O amigo nunca tá errado, de certo será uma excelente oportunidade para rever o nosso querido Vava da Luz, cuja visita dará muito bem para recuperação do mesmo

  • Deixar uma resposta

    1