RICARDO COUTINHO REDIVIVO

Ricardo Coutinho me convidou para ser seu secretário executivo de comunicação social e eu aceitei. Já convivia com a Secom, o secretário titular reunia os jornalistas para conversas diárias, se queixava da ausência de um executivo e eu achei que a minha ida para o cargo seria uma solução para o cruel problema enfrentado pelo dito cujo.
Não me dei bem, o secretário que sentia falta do executivo demonstrou na prática que não era bem assim, mas continuei, veio a eleição de João, o convite para continuar, a relutância, a aceitação para não tumultuar o ambiente e a triste constatação de que se tramava a degola do homem que construiu um Governo socialista com cheiro de povo.
Eu poderia me adequar aos novos tempos, não pertencia ao primeiro time, era um mero executivo, quem brilhava era o titular, mas sou reimoso, renitente, forjado no forno da lealdade. Intimado a trair, pedi pra sair.E na terceira vez, ao ser atendido, tive o desprazer de ver meu pedido transformado em exoneração pé na bunda, só pra humilhar.
Não fugi de Ricardo, acreditei na sua inocência, jurei que só mudaria de opinião quando alguém mostrasse o dinheiro que, diziam, ele roubara. O dinheiro não apareceu, ao contrário, testemunhei Ricardo catando moedas para fazer a feira, pedindo arrego à esposa e aos amigos. Como um ladrão rico pode não ter dinheiro para comprar um quilo de carne?
Vi de perto as angústias, as desilusões, as injustiças. E prometi ao amigo: Se só restarem dois, seremos nós.
Agora a coisa começa a clarear, o STF fez justiça, a mentira, que tem pernas curtas, foi exibida em todas as suas cores. Mas ficaram as feridas. E quantas feridas!Feridas que Ricardo relembra, recorda e repisa para que tudo fique bem guardado na memória do povo paraibano:
MARIA LUIZA
O eleitor paraibano vai conhecer a jovem Maria Luiza Porto. Jovem senhora, primeira dama de Bananeiras, filha do desembargador Zeca Porto, neta do eterno tribuno e ex-deputado Sílvio Porto. Ela será a novidade na Assembleia Legislativa, novidade boa, gente de talento, médica e advogada, um toque de coisa boa na velha Casa de Epitácio Pessoa.
ABELARDO ALVIM
Abelardo Jurema relançou seu livro de memórias, uma obra que já li e recomendo. O filho do ministro, agora com a cabeça enfeitada pela neve dos anos, reuniu uma multidão no relançamento do livro. Quem é bom, com o passar dos tempos fica melhor. Igual a vinho.




1 Comentário
Tião, você é um homem honrado. Algo muito difícil, por isso eu gosto do amigo. Tenho aversão a bajuladores, eles são falsos e traiçoeiros.