NINGUÉM É IMBATÍVEL
Quando cheguei em João Pessoa no distante 1975, o governador era Ivan Bichara Sobreira, um homem bom, intelectual respeitado, gente da melhor qualidade, sertanejo de Cajazeiras, astro da revolução, parente de Zé Américo, todo poderoso.
Fez um governo tranquilo e do governo saiu para disputar o Senado. Já tinha escolhido o governador biônico, no caso Burity, deixara no seu lugar um amigo que atendia pelo nome de Dorgival Terceiro Neto e caminhava tranquilo para conquistar um mandato de senador.
Veio a eleição e ele perdeu.
Todo mundo ficou a perguntar: “Por que Doutor Ivan perdeu?”
E todos respondiam: “Perdeu porque a caneta dele não tinha mais tinta.”
Veio o pleito de 86.
Wilson Braga era o governador mais forte do Nordeste. Mandava e desmandava. Nada se fazia na Paraíba sem o seu aval. Era amigo de Figueiredo e dos militares. Saiu do Palácio para disputar o mandato de senador e no seu lugar botou Milton Cabral, escolhido a dedo e eleito pela Assembleia, para fazer o que ele mandasse.
Nada seria capaz de mudar o quadro político, mas esse nada era do Paraguai, falso, tanto era que veio a eleição e o governador eleito foi Tarcísio Burity e o senador que Burity elegeu se chamava Raimundo Lira, um desconhecido vendedor de carros, o homem que desbancou o poderoso Wilson Braga.
A caneta de Wilson ainda tinha tinta, mas era uma tinta descorada, sem valia, desacreditada.
Outros monstros sagrados da política, chamados de campeões de votos, também amargaram derrotas ao longo do tempo. Quem imaginaria, por exemplo, ver Cássio Cunha Lima derrotado para governador e em seguida amargando um humilhante quarto lugar para o Senado?
Por isso é conveniente lembrar: ninguém é imbatível e só quem morre de véspera é peru.
NIVER COM RABADA
Os amigos prepararam a festa e esta, mesmo pequena, foi das melhores. Falo da comemoração do aniversário de Edmilson Lucena, neste sábado, na Feira do Zé Américo, regada a rabada de boi, cuscuz e arroz de leite.
Com as presenças ilustres de Gaudêncio Cabral, Tadeu Mendes Florêncio, Marcos Burrego e do Tião Bonitão que vos fala.
Bibiu comeu que ficou azul.
Aldo Lopes queria ir, mas acordou tarde.
NOS IMPRENSADOS
Vavá da Luz voltou aos palcos da boêmia com honras e pompas. Ontem estava no Bloco dos Imprensados ao lado do grande folião monteirense Geordie Tampa de Furico Filho.
ZECA NO PONTO
Do sempre lúcido e direto desembargador Zeca Ricardo Porto:
“A veiculação do vídeo que retrata Barack Obama e Michelle Obama de forma ofensiva é um ato racista e inaceitável. Esse tipo de conteúdo desumaniza, incentiva o ódio e degrada o debate público, causando dano moral ao respeitado casal e malefícios irreparáveis à democracia dos Estados Unidos.”




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