CARNAVAIS E CARNAVAIS
Meu carnaval se resumia ao Clube Astrea. Claro, a profissão de repórter me levava a outras festas,mas era no Astrea que dava plantão. E foi onde tomei os maiores pileques carnavalescos da minha vida.
Na época ainda havia o corso pela Duque de Caxias, o carnaval Tradição se realizava na Praça 1817, mas quando a noite chegava os foliões invadiam os clubes. Os dois maiores eram o Astrea e o Cabo Branco, mas a este último eu não era muito chegado, chique demais para o meu gosto.
Em alguma noite percorria os menores para o registro em A União. O Assex de Jaguaribe, o BNB, o América de Genivaldo Fausto, o de Cruz das Armas, até em Bayeux eu ia, mas ninguém se atrevesse a me tirar do Astrea porque haveria guerra.
Foi num começo de madrugada, já fim de festa, que os foliões cansados sentaram na calçada do Clube para a derradeira foto. E ali estão Josinaldo Malaquias, Humberto Lira, o Tião Bonitão que vos fala e o intrépido Cícero Lima.
HOJE SÓ DESCANSO
As coisas mudaram, o tempo passou. Hoje só tomo conhecimento do carnaval pela TV. Quando muito uma aventura inocente como a de ontem, ao lado do mano Edmilson e do conterrâneo Gaudêncio Cabral, regada a bode guisado, cuscuz, arroz de leite e suco de maracujá, na feira do Zé Américo.
Um prato altamente mais ou menos, parte do nosso cardápio semanal, mas que em tempos de eleição é apreciado pelos políticos. A TV mostrou o prefeito do Recife e o seu senador se deliciando com cuscuz e bode numa feira, mais ainda, fazendo um ministro de Lula experimentar e achar gostoso.
De quatro em quatro anos eles fazem esse sacrifício. Depois, só filé a la broche com purê de batatinha, que é para amolecer a bosta.
FILHO DE RICARDO COUTINHO
O influenciador Misael, aquele advogado de Alexandre de Morais, foi ao público perguntar como escapou da chuva. Uma das entrevistadas disse a ele que sofria menos “no tempo do seu pai”. Misael pediu, então, que ela fizesse o apelo ao pai milagreiro. E a moça:
- Ricardo Coutinho, volta pra Prefeitura!




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