Evandro foi meu editor em O Norte na década de 70. Comandou uma equipe de ouro, o melhor do jornalismo paraibano, a fina flor da intelectualidade. Eu, claro, era apenas um operário em início de carreira, aprendendo com os cobras os segredos do jornalismo. Dos que faziam a equipe de Evandro lembro de Crispim, Alex, Valaque, Genésio Sousa, Pedro Moreira, Hilton Gouveia, Chico Pinto, Edmilson, Júlio Santana,Damásio e Otinaldo.
O jornal tinha um comando triplo: Marcone na Direção Executiva, Teócrito na Superintendência e Evandro Nóbrega na editoria.
Mas eu não vim aqui falar de O Norte, vim falar de Evandro, o patoense que aportou na Capital para ensinar jornalismo aos bem nascidos na cidade grande. E falar porque o cabra é cobra. Naquele tempo, dizia-se que aprendeu a falar e escrever o idioma russo sem ninguém ensinar.
Além de tudo tem um dom, o de permanecer jovem aos 80 anos. Olhem a fotografia dele, parece um menino, um broto como se dizia nos primórdios da Jovem Guarda.
Hoje é o aniversário dele e eu festejo como se fosse o meu.




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