Leila Oliveira deu a notícia, Jander Neves morreu, acabou de morrer, mais um jornalista a desfalcar o time, um time que diminui quase diariamente, mingua, se esvai.
Da Serra Marcos Maivado anuncia a morte do fotógrafo Marcelo Marcos, aquele que “morreu” há quarenta anos quando o acusaram de matar Raymundo Asfora e só agora, perto de morrer, foi inocentado pela justiça.
O ano começa assim, do jeito que terminou o outro, pessoas morrendo, gente da nossa estima adiantando a fila e os que ficam espiando de trevés a senha guardada no bolso com medo de ser a bola da vez.
Costumava brincar com Chico Pinto à cada notícia de morte, ligava pra ele e perguntava o número da senha. Agora não faço mais. A morte está ficando tão real que nem para brincar serve mais. É uma vizinha incômoda que a cada momento se torna mais íntima, mais inconveniente.
Que passe longe aqui de casa o mais que puder, ainda estou na fulô da idade.




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