Pensei, repensei e ainda não sei se vale a pena escrever sobre minhas memórias recentes.
Elas não são uma Brastemp, carregam coisas boas, mas as ruins são maioria.
E os que forem retratados no lado ruim com certeza não gostarão.
Convivi com gente decente e gente falsa, mais falsa do que decente.
E fui obrigado a engolir sapos em nome do bem comum, logo eu que nunca levei desaforo para casa.
Deparei-me com gente dissimulada, que dizia uma coisa para a galera e na hora da onça beber água revelava a verdadeira face.
Vi “diletos amigos” fugirem da raia ao menor sobrosso, mas isso foi bom, deu-me a oportunidade de separar o joio do trigo.
A seletividade reservou-me um grupo pequeno, mas decente, de amigos diletos, paus pra toda obra.
A esse grupo rendo minhas homenagens e me dou por satisfeito.
Mais vale a palma da mão abraçando uns poucos que merecem o meu respeito do que o estádio de futebol cheio de canalhas.
Quanto as memórias, continuo pensando.
Pensando e lambendo os beiços.




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