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Respeitem Vavá da Luz!

25 de março de 2026

As Itacoatiaras do Ingá eram um deserto, não viviam abandonadas porque nas noites enluaradas casais se escondiam em suas locas para fazer amor. 

Servia de motel calango durante as noites e de pasto para bois e cavalos durante o dia.

O abandono era total, todo mundo sabe disso.

As inscrições nas pedras não passavam de riscos, ninguém se prestava a fazer uma tradução, o interesse das escolas era zero.

Um dia apareceu um doido chamado Vavá da Luz. Visionário, bem informado e apaixonado pela terra, de logo chamou o feito à ordem e resolveu que ali, a partir da sua chegada, ninguém mais amaria nas locas das pedras, animal não entraria mais para comer capim e cagar nas inscrições, em suma, aquele local seria sagrado, admirado e estudado por gente da terra e gente de fora.

E caiu em campo, visitou repartições, foi às Secretarias de Estado, encheu o saco de governadores, espalhou para o Brasil a riqueza histórica do lugar ao ponto de despertar o interesse de estudiosos, de naturalistas e até de atrizes famosas.

Não satisfeito, fez o Governo adquirir a propriedade onde se localiza o sítio histórico, fundou um museu, treinou guias turísticos e o resultado final todos estão vendo: colégios da Paraíba e de alhures mandam seus alunos para ver de perto as inscrições pré-históricas, Ingá entrou na rota do turismo, agências levam seus rebanhos para ver de perto essa maravilha, Ingá finalmente virou gente decente, coisa de primeiro mundo, um oásis em meio ao deserto daquele ermo paraibano.

Mas, sempre existe um mas, a glória de Vavá despertou inveja, cobiça e intrigas. Espíritos de porcos começaram a se incomodar com o êxito do velho capitão e partiram para engendrar sacanagens de todos os tipos. A última delas foi levar uma denúncia vazia e escrota ao Ministério Público, na tentativa de desestabilizar o bom trabalho realizado até agora.

É de se esperar que a denúncia caia no vazio. O Ministério Público não vai dar ouvidos a quem não merece crédito. Vavá é maior do que a dor de cotovelo de alguns incompetentes  mal amados.

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