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Trabalho mal feito: A Turma de Vorcaro saiu deixando rastros

4 de março de 2026

 

Miguel Lucena

Espionagem bem feita é aquela que ninguém percebe. Quando aparece no noticiário, com nomes, organograma e até roteiro das ações, é sinal de que alguém fez o serviço com a delicadeza de um elefante em loja de cristais.
Segundo as investigações, Daniel Vorcaro montou um grupo conhecido como “A Turma”, espécie de polícia particular destinada a vigiar jornalistas, ex-funcionários e qualquer pessoa que pudesse atrapalhar os negócios do império financeiro. Havia gente encarregada de seguir alvos, coletar dados e até intimidar críticos.
O curioso é que a operação secreta acabou deixando rastros por toda parte: pagamentos, conversas, nomes e funções. Coisa que agente de filme aprende a evitar na primeira aula.
No fim das contas, o que deveria ser um serviço invisível virou prova de investigação. A “Turma” que espionava os outros acabou sendo espionada pela própria incompetência.
Porque, no mundo da espionagem, o primeiro erro é existir. O segundo é deixar recibo.

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