Vivi para ver Luís Torres passando esbregue em Ricardo Coutinho. Isso mesmo, esbregue. Só não sei dizer se valeu a pena viver tanto, pois conheci os dois lados de Luís Torres e estava mais acostumado ao outro, ao que ele usava para exaltar a genialidade do ex-governador.
Agora Ricardo esposa teses bolsonaristas, pelo menos é no que Luís Torres acredita.
E Ricardo, por incrível que pareça, não mudou um milímetro do que era quando Torres gostava dele. Continua defendendo os mesmos princípios, confrontando os poderosos e brigando pelo que acredita, mesmo que essa briga lhe traga prejuízos eleitorais.
Todos lembram da atitude de Ricardo desmascarando o presidente Temer diante de adoradores de ocasião. O então presidente chegara a Monteiro para inaugurar a transposição, recebeu mimos e afagos dos tradicionais políticos e na vez de Ricardo falar, ouviu do ex-governador que aquela obra era de Dilma e de Lula.
Não satisfeito, Ricardo chamou o Brasil, levou Lula e Dilma pelo braço e fez a inauguração festiva da transposição.
A coragem de Ricardo mereceu os maiores encômios de Luís Torres, que na época era o seu secretário de comunicação.
Agora o quadro é outro, Ricardo está recomeçando, outros “gênios” apareceram e o meu querido Luís, que está sempre se atualizando, tem outras genialidades para exaltar.
Quem sabe, para o ano, quando Ricardo estiver eleito e fazendo o caminho de volta ao poder, o amor antigo aflore no peito do “índio” e ele sinta outra vez a velha e inquebrantável afeição pelo hoje defensor de teses “bolsonaristas”!




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