Da nova séria do Blog: E a vida era um eterno carnaval!

Lembra Paulo Mariano, o guerreiro de Princesa, que em 1995 os foliões Bosco Coxim, Tranca Rua e Antônio Pula, depois de muito pular ao som dos frevos de Zé de Minininha e de Chico de Mourão, deram uma parada estratégica no Bar de Dosca, para reabastecimento.

O Bar de Dosca fica localizado às margens da Lagoa da Perdição, tendo a sua esquerda o Açougue Público onde os guerreiros de antanho faziam fila em frente a tarimba de Augusto Preto, esperando a doação do pedaço de carne de porco que mais tarde seria assada no fogão de Luizinho Arapapaca e em seguida transformada em tira gosto.

Augusto dava, mas não gostava de vender fiado.

Teve o caso daquele conhecido caloteiro que se aproximou dele, de Augusto, num fim de feira e o encontrou botando sal na carne que sobrara.

-Seu Augusto, me venda dois quilos de costela que sábado eu pago.

E Augusto, sem  levantar a vista:

-Já tô salgando pra não perder…

Zé de Minininha e Manoel Marrocos, que tocavam os velhos carnavais de Princesa, já se foram. Chico de Mourão padece de um AVC, Mitonho, o baterista, idem. Bicudo Massaroca continua na ativa, mas o que pode fazer um pandeiro solitário num duelo com as modernas caixas de som?

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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