DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS…

Marcos Tomaz

O Serviço voluntário, petulante e presunçoso de OMBUDSMAN da imprensa paraibana hoje vai retornar as origens… vamos de jornal impresso, o pioneiro dos grandes veículos de comunicação!!

Na leitura rotineira do final de semana, lendo a prestigiada coluna de Lena Guimarães, no espaço mais nobre do tradicional Correio da Paraíba, especificamente no último sábado 27 de julho, me deparei com um artigo sobre investigações de combate a corrupção em curso na Paraíba.

Pauta comum e de grande interesse popular! Em específico a colega se detinha nas Operações Calvário e Famintos. A primeira investiga suposto esquema de desvio de recursos na contratação de Organização Social para a administração de hospitais do Governo da Paraíba. A segunda, possível esquema de fraude em licitações e sobrepreço na compra de merenda escolar na Prefeitura de Campina Grande!

Na sua análise Lena Guimarães aponta diferenças entre a condução dos então dois gestores diante do surgimento dos escândalos. Em comparação direta ela critica Ricardo Coutinho, então governador da Paraíba, por ter proferido a frase “Ninguém solta a mão de ninguém” em referência aos assessores denunciados. Já Romero Rodrigues é enaltecido, por segundo a jornalista, ter agido com rigor e ética quanto aos aliados investigados…

Ora, ora, ora toda a imprensa paraibana nos últimos dias noticiou uma manifestação explícita de solidariedade e quase aval de probidade dado pelo gestor campinense aos assessores. Mais que isso, o próprio jornal, exatamente na mesma página, aliás logo acima, colado a coluna de Lena Guimarães, estampava a célebre frase de Romero: “Meu respeito e admiração por eles se mantêm incólumes”…

A pergunta é: no que se difere esta declaração, em teor de solidariedade aos assessores, da “Ninguém solta a mãe de Ninguém” dita por Ricardo e criticada enfaticamente pela jornalista??

Esse é o problema de tempos atuais. A autoverdade baseada em predileções, ou aversões!! Isso se espalha e contamina o dia a dia. Se gosto está correto, inocentado, perdoado. Se não gosto está condenado, errado etc. É assim nas conversas de boteco, praças e até universidades.

De fato, o jornalismo nunca escapou dessa imparcialidade, não seria nessa era de trevas que estaria isento, não é mesmo??

Mas, em casos assim, minha querida colega, vale combinar melhor com o editor geral (Sic, Sic, Sic)! Ofuscaria a exposição da incoerência, deixaria de evidenciar um direcionamento e conveniência de análise!!!

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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