Soube que Flávio Bolsonaro e o Partido Novo foram ou estão indo ao TSE pedir a inelegibilidade de Lula por causa daquele desfile da Escola de Niterói. Dizem que Lula patrocinou a escola, pagando com dinheiro público, para fazer propaganda eleitoral. Em suma, querem conseguir no tapetão o que não conseguirão no voto.
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Lula não pagou pela homenagem, convém dizer. A Embratur liberou uma verba para as escolas de samba do Rio de Janeiro, todas elas. Cada uma recebeu R$ 1 milhão, assim, indistintamente. Tanto a de Niterói quanto a Mangueira, a Portela, a Beija Flor, a Acadêmicos e assim por diante. Se Lula quisesse se beneficiar, teria dado o dinheiro a de Niterói e deixaria as outras chupando o dedo.
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Na avenida, a escola contou a história do menino que saiu do Nordeste para não morrer de fome, levado pela mãe guerreira junto com os irmãos, se jogou na cidade grande, fez de um tudo para sobreviver, até se tornar torneiro mecânico, líder sindical, político, deputado federal e presidente.
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Eu assisti o desfile do começo ao fim, me sacrifiquei já que durmo cedo, em momento algum ouvi alguém pedindo voto pra Lula, anunciando sua candidatura à reeleição, exaltando o PT ou induzindo o eleitor a votar.
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Só vi poesia, muita poesia, uma escola que emocionou o público, fez o povo se levantar e aplaudir. Nenhuma vaia, por menor que fosse. E isso no Rio de Janeiro, terra de Jair, de Flávio, dos Bolsonaro, tida como cidade rebelde, que vota pra contrariar, que prefere eleger um macaco a um político profissional. Pois nesse Rio de Janeiro a história de Lula reinou, emocionou, recebeu palmas, vivas e urras.
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Claro, Michelle, Flávio, o Novo, esse agrupamento de direitistas doentes, preconceituosos, malucos, não gostaram do que viram. Foram pra cima da Justiça, o medo estampado nos rostos, o terror da derrota retirando suas máscaras de bonzinhos, o desastre eleitoral iminente, para tentar tirar Lula da jogada, como fizeram em 2018.
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Uma tese chinfrim que qualquer advogado de porta de cadeia derruba sem precisar de muito latim.
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A Prefeitura de João Pessoa agiu rápido e evacuou a arquibancada que recebia o público para os desfiles do Carnaval Tradição. A festa foi adiada, melhor assim, pior seria se pior fosse, a arquibancada poderia ir ao chão e levar vidas com ela.
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O prefeito Cícero Lucena não estava por aqui, foi avistado em Uiraúna, ao lado de Wellington Roberto, fazendo política.
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Lucas Ribeiro também meteu o pé na estrada, era esperado em Cajazeiras.
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As mulheres se queixam, não há homens suficientes para fazê-las felizes neste carnaval, dizem que os bonitões estão manifestando outras preferências.
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No meu tempo não havia tantas queixas.
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A vida segue.
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Hoje é meu dia, amanhã será o teu.
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E vamos que vamos.
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Bora que bora.
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O conterrâneo Tadeu Florêncio foi avistado dançando forró em Bananeiras em pleno carnaval.
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Quem aniversaria nesta terça-feira de carnaval é o engenheiro civil Vinicius de Andrade Souza, filho mais velho do jornalista e advogado Cícero Lima. A notícia foi repassada pelo próprio pai, que este ano resolveu brincar no belíssimo Hotel Thermas de Mossoró.
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A mana Neci também festejou seu Niver, só que na segunda-feira carnavalesca.
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E Jhoni, vai atender a sugestão do governador e seguir seu caminho ou ficar onde está a pedido de Lucas Ribeiro?
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Pense num dilema!
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O carnaval termina hoje.
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Seria o grande baile do Astrea.
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Que varava a noite até o dia amanhecer.
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Dali os foliões saiam ao som da orquestra até a Lagoa do Parque Solon de Lucena.
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Velhos tempos, belos dias.
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Inté.




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