opinião

Aristides, o ateu

1 de março de 2026

Por Zé Euflávio Horácio
Aristides Mira herdou dos pais, casou, começou trabalhar a terra e chegou a ter uma pequena criação de animais, e três vacas de leite.
Aristides nunca falou com nenhum padre, nunca entrou na igreja e não acreditava em Deus. Lia livros antigos e se confessava agnóstico. Não acreditava em nada.
Certo dia, ele foi buscar as vacas no baixio e caiu uma chuva com raios, relâmpagos, trovão. Escorregou, caiu e quebrou o braço e a clavícula.
De novo, meses depois, foi buscar as vacas no baixio e a cena se repetiu: caiu um toró, Aristides caiu e gritando a todos pulmões:
“Jesus manda chuva, miserável! Tu não quer matar o povo! Agora quebre o outro braço e vá pra merda!”

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