POR RÔMULO MONTENEGRO, (Ex-Secretário de Estado da Agricultura e Produtor Rural)
A China tornou-se a maior potência agrícola do mundo em valor de produção e lidera o ranking global de terras agrícolas.
Embora tenha apenas 7% a 10% das terras aráveis do planeta, a necessidade de alimentar sua enorme população levou o país a liderar a produção de vários itens.
A transformação digital foi iniludívelmente a principal ferramenta para que isso acontecesse e para manter o ritmo acelerado numa perfeita estratégia de desenvolvimento.
A inovação, tecnologia tornaram-se o principal ponto de convergência entre o setor produtivo e o estado indutor a ser implementado no campo, bem como, além dele, na indústria, no comércio, nos serviços do agro de forma a atender a sua segurança alimentar.
Os imóveis rurais majoritariamente georreferenciados permitiu criar uma espécie de CEP de identificação digital precisa, ampliando a eficiência logística, o acesso a serviços, a segurança e o planejamento da infraestrutura no campo.
A perfeita identificação das áreas de produção agrícola, de aptidão de culturas, levantamentos dos riscos climáticos e um seguro rural eficiente garantiram estabilidade e um certeza para o produtor rural chinês.
Na educação, a Inteligência Artificial colocou os estudantes e professores da rede estadual em contato com ferramentas que já estão transformando a forma de aprender e produzir conhecimento direcionados a produção de alimentos, energia e sustentabilidade das atividades de produção.
Gerar riqueza e dignidade mudou para melhor os paradigmas chineses para as atividades do campo.
Os resquícios de um estado totalitário e intervencionista bastante duradouro exigiu a busca incessante para reduzir burocracias, aumentar a eficiência e melhorar os serviços prestados à sociedade chinesa.
O desenvolvimento de um ecossistema de inovação foi resultado de uma construção de longo prazo, apoiada por iniciativas como o Marco Regulatório da Inovação e pela visão estratégica de consolidar um Agro Digital.
A conexão da agroindústria, energia renovável e economia digital, ampliou a capacidade do Estado de atrair investimentos inovadores, garantindo ao agronegócio chinês uma escala ascendente de investimentos, inclusive, de investidores externos e estrangeiros.
Essa agenda moderna de desenvolvimento, alinhada às principais tendências globais de inovação permitiram tudo isso que estamos vendo de resultado de agregação e de ganho de escala a agropecuária chinesa.
Fica, portanto, o exemplo para o Brasil do quão importante é a integração dos diferentes segmentos, a formulação de um planejamento conjunto agropecuária, agroindústria, serviços comércio e o estabelecimento de metas com o objetivo de ampliar a agregação de valor a produção do agro.




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